Filhos adultos que não saem da casa dos pais: veja os prós e contras dessa situação

Há filhos adultos que relutam em deixar a casa dos pais, e isso acaba criando alguns conflitos na relação. Saiba como isso afeta a família

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Foto: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 15/02/2018 às 13:50
Atualizado às 13:51

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A autora do livro Geração Canguru – Ninho cheio, Mariana G. Figueiredo, que morou com os pais até os 27 anos, reuniu suas experiências como psicóloga por dez anos para explicar o fenômeno do ninho cheio, em que os filhos adultos se recusam a buscar o próprio canto. Entenda melhor por que isso acontece e como pode influenciar a vida de toda a família.

Quem são eles?

“O canguru tem emprestado seu nome às pesquisas e reflexões psicológicas acerca da família hoje para identificar aquele filho que, mesmo adulto, permanece na ‘bolsa’, residindo com os pais. A grande maioria deles se encontra na faixa dos 25 aos 35 anos, mas, entre os já quase quarentões de nosso país, 15% ainda permanecem morando com os pais”, define a especialista. A maior parte desses adultos são solteiros, de classe média ou alta, com graduação concluída e até mesmo pós-graduação. Eles trabalham e sustentam seus estilos de vida voltados para o consumo, viagens, cursos, restaurantes, lazer. É aquele que sai da casa dos pais e depois volta. Isso pode acontecer após um divórcio ou com a perda de um emprego, por exemplo. “Em alguns casos, o conforto e a liberdade do lar somados a circunstâncias não muito favoráveis fora dele justificam a permanência do filho bumerangue em casa”, explica a psicóloga. O retorno, em grande parte das vezes, é vivenciado pelos pais de forma bastante positiva. Os filhos são recebidos e tratados com toda atenção. No entanto, pode ser observado certo desconforto emocional por parte do filho, que vê a situação como um retrocesso ou mesmo um fracasso. e até poupanças. “Esse alto padrão de vida, possibilitado pelo conforto usufruído no lar parental onde possuem ‘casa, comida e roupa lavada’, acaba influenciando a permanência dos cangurus no ninho. Em vez de investirem seu dinheiro em um aluguel ou financiarem uma casa, optam por permanecer na casa dos pais e manter o estilo de vida”, descreve Mariana.

Como ficam as relações dos filhos adultos com os pais?

Os pais deveriam se preparar para deixar os filhos livres desde que eles nascem. Quando os pequenos se tornam adultos, pai e mãe precisam dar um novo significado à relação com eles de acordo com os papéis dessa nova fase. Sobre o momento ideal para sair de casa, a psicóloga diz: “É aquele em que houve uma preparação tanto emocional, psicológica, como financeira dos pais e dos filhos. É o momento em que o filho já atingiu um nível saudável de diferenciação em relação à sua família de origem, adquirindo maior autonomia emocional”. Também é essa autonomia que vai garantir relacionamentos amorosos saudáveis a esses adultos cangurus, que estão acostumados com tudo o que pai e mãe oferecem dentro de casa.

Filho bumerangue

É aquele que sai da casa dos pais e depois volta. Isso pode acontecer após um divórcio ou com a perda de um emprego, por exemplo. “Em alguns casos, o conforto e a liberdade do lar somados a circunstâncias não muito favoráveis fora dele justificam a permanência do filho bumerangue em casa”, explica a psicóloga. O retorno, em grande parte das vezes, é vivenciado pelos pais de forma bastante positiva. Os filhos são recebidos e tratados com toda atenção. No entanto, pode ser observado certo desconforto emocional por parte do filho, que vê a situação como um retrocesso ou mesmo um fracasso.

Texto: Giovana Sanches

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