Felicidade: a ciência por trás do sentimento

A ciência da felicidade: Qual o segredo para sermos mais felizes e afastar situações que deterioram nossa saúde e vitalidade?

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A ciência também busca compreender o segredo da felicidade. iStock.com/GettyImages

por Redação Alto Astral
Publicado em 28/07/2017 às 15:48
Atualizado às 15:48

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Qual o segredo da felicidade? Relembrar bons momentos, alimentar-se com comidas frescas e saudáveis, ser otimista, aceitar conselhos dos mais velhos, casar-se com o amor da sua vida, ter autoconhecimento, ser independente ou respeitar e ser respeitado? Várias são as situações que podem nos deixar tristes ou felizes no dia a dia. Teremos sempre desafios, mas a maneira como olhamos para eles é o que nos fará ter uma vida mais longa e aprender a lidar melhor com cada dificuldade.

Felicidade? A ciência explica

Robert Waldinger, psiquiatra e diretor do Laboratório de Desenvolvimento Adulto do Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos, foi o quarto pesquisador a assumir o estudo mais longo sobre a felicidade já registrado. No início, 724 homens participaram da pesquisa, que analisou suas vidas profissionais, domésticas e sua saúde durante 75 anos. Muitos abandonaram o estudo no meio do caminho, mas 60 ainda permaneceram.

Os participantes foram divididos em dois grupos. O primeiro era composto por jovens que haviam concluído a faculdade durante a Segunda Guerra Mundial e o segundo tratava-se de um grupo mais novo que morava na parte mais pobre de Boston, com pouco acesso a saneamento básico e educação.

Imagem de um casal brincando com o seu bebê.

Bons relacionamentos são fundamentais para a felicidade na vida. iStock.com/GettyImages

Durante o período da pesquisa, alguns tornaram-se advogados, outros pedreiros e médicos. Alguns ascenderam socialmente, enquanto outros decresceram. Mesmo assim, o dinheiro não foi o critério que proporcionou a felicidade. Por meio de entrevistas com familiares e com os próprios participantes, escaneamentos cerebrais, exames de sangue e avaliações de históricos médicos, os pesquisadores fizeram três importantes descobertas.

A primeira é a de que os bons relacionamentos nos mantêm mais felizes e saudáveis, visto que as conexões sociais são muito boas para nós. Por outro lado, a solidão é capaz de matar. Apesar disso, a segunda descoberta foi que o número de amigos ou estar (ou não) em um relacionamento sério não é importante, o que deve ser prezado é a qualidade das relações. Viver no meio de conflitos é ruim para a saúde e o estudo demonstrou que pessoas que estavam bem nos seus relacionamentos aos 50 anos eram mais saudáveis aos 80.

A terceira descoberta foi a de que as relações saudáveis protegem nossos cérebros. Indivíduos que sentem que podem contar com seus parceiros nos momentos mais difíceis tendem a manter as memórias por mais tempo, mesmo que discutam diariamente com seus parceiros.

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