Espíritos obsessores: entenda o que são e como podem te prejudicar

Os espíritos obsessores são almas desencarnadas que, com intenção ou não, acabam influenciando seres encarnados, ou seja, em vida física e trazendo situações desconfortáveis para o seu dia a dia. Eles podem influenciar no seus pensamentos e nas suas escolhas. Entenda melhor o que são esses espíritos e deixe os males longe de sua vida!

Balanço vazio e sombra ao fundo como se alguém estivesse sentado no balanço

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Como saber se um pensamento é meu ou de um espírito?

Na questão 460 de O Livro dos Espíritos, os mentores dizem a Allan Kardec: “Vossa alma é um espírito que pensa; não ignorais que muitos pensamentos vos ocorrem, a um só tempo, sobre o mesmo assunto e frequentemente bastante contraditórios. Pois bem: nesse conjunto há sempre os vossos e os nossos, e é isso o que vos deixa na incerteza, porque tendes em vós duas ideias que se combatem.”

E complementa: “Quando um pensamento vos é sugerido, é como uma voz que vos fala. Os pensamentos próprios são, em geral, os que vos ocorrem no primeiro impulso. De resto, não há grande interesse para vós nessa distinção, e é frequentemente útil não o saberdes: o homem age mais livremente; se decidir pelo bem, o fará de melhor vontade; se tomar o mau caminho, sua responsabilidade será maior.”

Com o esclarecimento, compreendemos que precisamos selecionar os nossos pensamentos, porque como somos muito apegados ainda à matéria, é frequente nos deixarmos influenciar negativamente. Na medida em que evoluímos nossos protetores poderão agir positivamente sobre nossos pensamentos e, em consequência, teremos melhores atitudes.

Espíritos podem influenciar as ações de uma pessoa?

Em O Livro dos Espíritos, quando perguntado se influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos, os mentores dizem: “Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem”.

O codificador do Espiritismo ainda teve oportunidade de complementar no item 232 de O Livro dos Espíritos: “Seria errado pensar que é necessário ser médium para atrair os seres do mundo invisível. Eles povoam o espaço, estão constantemente ao nosso redor, nos acompanham, nos veem e observam, intrometem-se nas nossas reuniões, procuram-nos ou evitam-nos, conforme os atrairmos ou repelirmos”.

Pode-se afirmar que todos nós, de alguma maneira, estamos susceptíveis à ação dos espíritos. Poderemos denominar esta influência espiritual como natural, já que alguns destes espíritos, por não estarem completamente conscientes de sua situação na dimensão espiritual e ainda acharem que estão encarnados, conseguem influenciar os encarnados mesmo sem terem algum interesse específico em prejudicá-los, mas porque sentem alívio ao se aproximarem e, dessa forma, dividirem suas dores e sofrimentos. Também poderemos incluir nesta categoria todas as influências dos espíritos bons tais como os espíritos familiares, protetores e mentores.

O que faz com que espíritos passem a perseguir pessoas, querendo prejudicá-las?

Frequentemente isso decorre de conflitos desta ou de outras vidas, quando algum espírito que se sentiu prejudicado pode desejar vingar-se e tentar devolver as dores que sentiu ao seu causador.

Outra situação pode ser causada pelo sentimento de inveja de um espírito que, em função da sua inferioridade moral, não consegue aceitar a prosperidade do encarnado, inflamando dentro de si o desejo de destruir aquilo que ele não conseguiu quando da sua própria encarnação. Assim, passa a hostilizar a vítima e, se conseguir sintonia, provoca-lhe desequilíbrios psíquicos, emocionais e/ou físicos.

Outro motivo que pode levar um espírito a ligar-se a uma pessoa é a invigilância desta que, por seus atos, suas palavras e, sobretudo, seus pensamentos vagos, atrai entidades inferiores que desejam gozar novamente as satisfações sensoriais menos dignas, como vinham fazendo quando encarnadas.

Em O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta: “Pode o homem eximir-se da influência dos espíritos que procuram arrastá-lo ao mal?”. Dizem os mentores: “Pode, visto que tais Espíritos só se apegam aos que, pelos seus desejos, os chamam, ou aos que, pelos seus pensamentos, os atraem.”

Existem “sintomas” da obsessão? Como tratar?

Em princípio, cabe esclarecer que obsessão é a ação danosa de um espírito sobre uma pessoa, cuja causa se dá por desejo de vingança ou afinidade com a forma de ser e os hábitos da pessoa. A obsessão pode produzir diversos efeitos em nossa vida, tanto no campo fisiológico, como no campo emocional, de tal sorte que há a necessidade de muita cautela para se averiguar essa ocorrência.

Para identificar a obsessão é imprescindível que a pessoa conheça as próprias características psicológicas, de forma que se surgir algo diferente ou mais intenso pode ser efetivamente sinal de uma ocorrência obsessiva. Por exemplo, irritação contínua, desconfiança exagerada, ciúme descontrolado, tristeza, ansiedade perturbadora, medos injustificados, desânimo, podem ser causados ou potencializados pela ação do espírito obsessor.

No campo fisiológico, podem surgir dores de cabeça crônicas, problemas gástricos e outros, provenientes do contato com a vibração de má qualidade do desencarnado. Muitos desses problemas podem ter causas apenas orgânicas e não espirituais, de forma que é sempre recomendável que se procure ajuda médica. Os atendimentos fraternos das Casas Espíritas também podem auxiliar a pessoa a identificar a ocorrência obsessiva.

Como tratar? A terapia espírita abrange as reuniões de desobsessão (onde o espírito é orientado), os passes, a água fluidificada e o contato com as lições do Evangelho e da Doutrina Espírita, sendo que o mais importante é a modificação moral do indivíduo, a fim de que se rompa o vínculo de sintonia com o espírito obsessor.

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Edição: Rafael Barbosa/Colaborador | Design: Gabriel Andrade/Colaborador