Farmacoterapia contra obesidade: saiba como os medicamentos podem ajudar

A doença tem se tornado cada vez mais comum no Brasil e é motivo de preocupação. Saiba como ela pode ser combatida com o auxílio dos medicamentos!

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Os medicamentos, quando receitados por um especialista, são de grande ajuda para combater a obesidade. FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 22/09/2017 às 09:00
Atualizado às 14:26

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A obesidade é uma doença que tem sido cada vez mais estudada e combatida atualmente. Muitos acreditam que ela aparece apenas em decorrência de um estilo de vida sedentário e de uma alimentação desregrada, porém, esses não são os únicos fatores. A homeostase energética – que é a interação metabólica que mantém a energia do corpo para sobrevivência em curto e longo prazo – é diferente nas pessoas que sofrem com a patologia e nas pessoas magras. Isso é o que explica o nutrólogo Durval Ribas Filho, ao falar sobre a função dos medicamentos antiobesidade, assunto que será tema de sua palestra no XXI Congresso Brasileiro de Nutrologia, realizado entre os dias 28 e 30 de setembro. A seguir, saiba como funciona a farmacoterapia contra obesidade e por que os medicamentos podem ajudar na luta contra essa doença!

Como funcionam os medicamentos?

Durval ensina que os medicamentos agem para reduzir o consumo de energia, inibindo a fome, aumentando a saciedade, diminuindo o desejo pelo consumo de gordura e reduzindo a absorção de nutrientes como gorduras e carboidratos, em alguns casos. Eles ainda aumentam a taxa metabólica, que é o mínimo de energia necessária para manter as funções do organismo em repouso, como os batimentos cardíacos, a pressão arterial, a respiração e a manutenção da temperatura corporal, fazendo assim com que haja um maior gasto energético. Esses remédios – anfepramona, femproporex e mazindol – devem voltar ao mercado após a aprovação da lei que autoriza sua produção, comercialização e prescrição, mas seu uso deve ser feito apenas com acompanhamento médico.

Tratamento coadjuvante

O especialista recomenda que o uso dos medicamentos deve ser feito em casos mais extremos e sempre acompanhando uma série de mudanças na vida do paciente. “A farmacoterapia adequada e aprovada recentemente é uma estratégia aliada no combate à doença obesidade, mas não deve ser a primeira ação adotada”, alerta o médico. O importante, de acordo com Dr. Durval, é que sempre seja sugerida uma mudança no estilo de vida (dieta e atividade física) além de mudanças cognitivas e comportamentais. Veja a recomendação desenvolvida pelo médico nutrólogo:

Possível origem do problema

A obesidade é uma doença crônica grave e pode ser genética. De acordo com estudos publicados em periódicos americanos de medicina, existem fenótipos relacionados a genes candidatos da obesidade. “São diversos fatores que podem influenciar a existência de proteínas codificadas que atuam na predisposição ao sedentarismo, na baixa oxidação lipídica, processo responsável pela combustão das células do tecido adiposo, na adipogênese, que é a expansão do tecido adiposo por meio da proliferação de adipócitos (composto em sua maioria por gordura), e na regulação da saciedade”, afirma o especialista. Hoje, segundo o especialista, ainda podemos descobrir a existência dessas proteínas codificadas por meio de exames de sangue.

Fator de risco

Quando o problema não é tratado de forma incisiva, outras doenças podem aparecer. “Uma população desassistida por medicamentos antiobesidade é uma população doente que pode desenvolver milhares de outras patologias”. No ano passado, durante o XX Congresso Brasileiro de Nutrologia, o Dr. Richard L. Atkinson, médico que atua há mais de 30 anos nesse campo, e cofundador da Associação Americana de Obesidade e Professor de Medicina Molecular do Instituto Suíço Karolinska, comentou sobre a complexidade e o preconceito que envolve a doença. “Muitos médicos e agências governamentais ainda mantêm o pensamento de que a obesidade é um problema relacionado a um estilo de vida inadequado ou de comportamento alimentar ruim unicamente”, analisou.

Texto: Redação Alto Astral | Consultoria: Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN)

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