Saiba como a família pode lidar com o Alzheimer na terceira idade

A doença de Alzheimer (DA) é conhecida por afetar drasticamente a vida de quem é diagnosticado com o quadro. Perda de memória e alterações no humor são apenas algumas das dificuldades enfrentadas pelos pacientes, tornando os cuidados muito importantes para a manutenção da qualidade de vida. Entenda como familiares e amigos podem lidar com o Alzheimer no dia a dia

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Foto: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 20/02/2018 às 11:30
Atualizado às 11:30

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Sendo uma doença neurodegenerativa, atualmente, sem cura, o Alzheimer gera diversas dificuldades na vida das pessoas, tanto para quem é diagnosticado com a patologia como para os familiares e amigos. Isso porque os sintomas do quadro incluem formas de debilidade física e mental, fazendo com que o paciente fique incapacitado em algumas tarefas ao longo do tempo e seus cuidadores mais cautelosos com os cuidados a serem tomados. Desse modo, é comum que lidar com o Alzheimer não seja uma tarefa simples para as pessoas próximas. Com tal dificuldade em mente, separamos dicas com a ajuda de especialistas para trazer mais bem-estar a quem sofre com a doença.

Como lidar com o Alzheimer

Os familiares são essenciais em todas as etapas: primeiramente, para reconhecer os sinais e contribuir para a identificação; posteriormente, no auxílio de atividades, na rotina de medicamentos e no acompanhamento de terapias. A partir do momento em que o diagnóstico clínico é recebido, as pessoas próximas devem buscar a maior quantidade possível de informação para que a assistência seja oferecida da melhor forma para lidar com o Alzheimer.

“A família deve se inteirar, ler e aprender sobre como enfrentar as dificuldades. Ela deve conhecer adequadamente o que vem ocorrendo com o paciente e procurar as alternativas para a solução ou amenização”, afirma Rodrigo Schultz, presidente da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz Nacional).

No cotidiano, o papel dos cuidadores é decisivo. A perda de memória traz prejuízos substanciais para atividades comuns, por isso, cabe às pessoas próximas estimular as lembranças. “O incentivo à memória é importante, incluindo o resgate biográfico da pessoa e a valorização da sua história de vida e seus gostos. Por meio da música, por exemplo, é possível despertar boas recordações do paciente”, ressalta a neurologista Luciana Neves.

Rodrigo acrescenta que fatos, filmes, passeios, jogos e socialização se mostram como ferramentas válidas para despertar memórias. Contudo, Luciana alerta que esse incentivo não pode ser forçado.

Os cuidados ao se relacionar com o indivíduo envolvem muita atenção, paciência e carinho. “Evite barulho, televisão alta e muitas conversas paralelas. Sempre que a pessoa apresentar uma melhora, ‘como antes do diagnóstico’, aproveite ao máximo este momento”, ressalta a neurologista.

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Texto e entrevistas: Érika Alfaro – Edição: Giovane Rocha

Consultorias: Rodrigo Schultz, presidente da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz Nacional); Luciana Neves, neurologista do Departamento Científico Reabilitação Neurológica da Academia Brasileira de Neurologia.

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