Exercícios físicos e diabetes: qual a relação entre eles?

Exercícios físicos e diabetes: aposte nas atividades para ganhar mais saúde. Mas lembre-se: tenha orientação médica sempre!

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Os exercícios físicos são fundamentais para quem tem diabetes. Eles atuam na prevenção de doenças cardiovasculares, que ocorrem com muita frequência em que sofre com o distúrbio, FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 04/04/2017 às 12:49
Atualizado às 13:40

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O diabetes atinge parte significativa da população. No Brasil estima-se que cerca de 7% das pessoas tenha a doença e que quase metade ainda não sabe. Para prevenir esse mal, é necessário uma alimentação equilibrada, com refeições de três em três horas e também exercícios físicos. Mas é preciso ficar atento às restrições. O cardiologista Alexandre Soeiro explica que, de forma geral, a atividade física favorece o controle da doença. “A atenção deve ser para quem já teve complicações como infarto do miocárdico ou acidente vascular cerebral”. Segundo ele, essas pessoas precisam de atividades leves a moderadas. Saiba qual a relação entre exercícios físicos e diabetes!

Mais saudável

Pacientes sem outras doenças associadas podem praticar atividades de alta intensidade. Para aqueles que usam insulina, a orientação médica é fundamental, assim, é possível evitar a hipoglicemia durante a atividade, mantendo reposição de carboidratos de maneira controlada. A recomendação para quem possui a diabetes tipo 2 é um programa de treinamento de exercícios estruturado de leve a moderado com a duração entre 40 minutos a 1 hora, já que isso irá estimular a produção de insulina e facilitar o seu transporte para as células.

Saiba de que maneira exercícios físicos e diabetes estão relacionados

Exercícios físicos e diabetes têm uma relação direta: as atividades atuam na prevenção de doenças cardiovasculares, que ocorrem com muita frequência em que sofre com o distúrbio. FOTO: Shutterstock.com

Benefícios

Considerando que a grande maioria dos diabéticos tipo 2 é sedentária, possui baixa aptidão física, tem excesso de peso ou obesidade e possui mais de 60 anos, é comprovado que as sessões de exercício visam melhorar o controle glicêmico, diminuir a insulino-resistência, melhorar a composição corporal, reduzir os fatores de risco cardiovascular e aumentar a aptidão física, ou seja, os benefícios gerais dos exercícios excedem os riscos quando realizado de forma leve a moderada. Mas é preciso ficar atento a três fatores, como explica a professora de pilates Patricia Bueno:

  • Queda brusca de glicose: ocorre quando a dose de medicação não esta adequada, por isso recomenda-se medir o índice antes e depois do exercício. Se o valor da glicemia estiver abaixo de 100 mg/dL, devem ser ingeridos de 15 a 20 gramas de hidratos de carbono de absorção rápida antes do início da atividade física. Se for constatado hiperglicemia com o nível acima de 300 mg/dL e presença de cetose, a prática de exercício deve ser adiada.
  • Pé de atleta diabético: quando ocorrem lesões nos pés de quem tem diabetes, existe o risco de elas demorarem para cicatrizar. Em alguns casos, um pequeno machucado pode tomar grandes proporções. Por isso, é importante evitar atrito e traumas durante o exercício, usando tênis confortáveis e dando preferência a atividades que não sobrecarreguem os pés, como natação, bicicleta ou remo
  • Doenças cardíacas: a possibilidade de um problema cardiovascular durante o exercício é baixo e os benefícios gerais do exercício excedem os seus riscos na população geral, porém, o doente diabético com doença coronária estabelecida, de risco moderado ou alto, deve participar, preferencialmente, de um programa de reabilitação cardíaca supervisionado.

Energia, mas aos poucos

Para realizar atividades físicas, é fundamental ingerir carboidratos. Eles são essenciais para gerar energia para o treino, porém, diabéticos precisam ter um consumo moderado desses nutrientes. Antes e depois do exercício, o diabético deve consumir alimentos que promovam uma liberação gradual de energia, como alimentos integrais ou carboidratos complexos para evitar riscos de uma hipoglicemia. A nutróloga Sílvia Fonseca destaca: “No caso de uma hipoglicemia repentina, o ideal é ingerir algo que eleve rapidamente a glicose plasmática”.

Texto: Jussara Tech

Consultoria: Silvia Fonseca, nutróloga e personal trainer; Alexandre Soeiro, cardiologista; Patricia Bueno, diretora do Studio Pilates

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