3 exames que ajudam a diagnosticar a insônia

Quando há alterações no ciclo normal do sono, é sinal de que a pessoa apresenta o quadro de insônia. Descubra 3 exames que ajudam a detectar o problema

None

por Redação Alto Astral
Publicado em 08/12/2016 às 12:22
Atualizado às 12:55

COMPARTILHEShare to WhatsappShare to FacebookShare to LinkedinShare to TwitterShare to Pinteres

Às vezes, por estar ansioso com algum evento importante ou por ter consumido alimentos energéticos, é comum ter dificuldade para dormir. O grande problema surge quando a insônia torna-se algo corriqueiro, fazendo parte do dia a dia e, consequentemente, atrapalhando as atividades diárias. Quando há alterações no ciclo normal do sono, é sinal de que a pessoa apresenta o quadro de insônia. “Geralmente, ela vem acompanhada de sintomas como cansaço, dificuldade de se concentrar, problemas de memória, irritabilidade aumentada e alterações de humor”, conta o psiquiatra Douglas Motta Calderoni. Além de se orientar por esses sintomas, também é possível realizar exames que ajudam a detectar se o paciente possui ou não esse distúrbio.

mulher homem deitados cama insonia

Foto: Shutterstock

1. Polissonografia

O objetivo central desse exame é detectar possíveis distúrbios de sono, dentre eles a insônia. Para que se chegue a um resultado, o paciente passa uma noite inteira dormindo com sensores colocados na superfície do corpo. Dessa forma, os profissionais conseguem descobrir quando a pessoa está acordada ou dormindo, se ocorre diminuição da respiração (hipopneia) ou mesmo parada da respiração (apneia) durante o sono, em que estágio de sono se encontra, como está a atividade do coração, como está a saturação de oxigênio no sangue durante o sono, e várias outras questões. Embora haja sensores espalhados pelo corpo, não há a utilização de agulhas, injeções, sondas invasivas ou qualquer material que cause dor no paciente.

2. Polissonografia basal domiciliar

Esse exame é basicamente o mesmo descrito acima, contudo tem a vantagem de o paciente poder realizá-lo na sua própria casa – evitando que haja um estranhamento do ambiente. Um equipamento portátil é fixado ao tórax da pessoa através de uma cinta com a finalidade de registrar diversas características (como respiração, batimentos cardíacos e nível de oxigênio no sangue). Depois disso, o paciente vai para casa e segue sua rotina de dormir e acordar. No dia seguinte, ele retorna ao laboratório para retirar o equipamento do corpo. Assim, os especialistas podem analisar o registro do sono e determinar a presença ou não de distúrbios.

mulher deitada cama despertador insonia

Foto: Shutterstock

3. Latências múltiplas do sono

Ele ocorre, obrigatoriamente, antes da realização da polissonografia basal. Para que sejam atingidas as finalidades desse exame, o paciente tem o direito de tirar cinco cochilos durante o dia, com intervalos de duas horas entre cada oportunidade. Com isso, os técnicos vão analisando e avaliando a ocorrência de sono, o tempo que se levou para dormir e a presença de sono REM – fase em que as pessoas sonham. Também é utilizado para avaliar casos de sonolência excessiva, em especial na narcolepsia.

Consultoria Douglas Motta Calderoni, psiquiatra

LEIA MAIS:

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

Ao assinar nossa newsletter, você concorda com os termos de uso do site.