Estudo indica esgotamento de pais que cuidam dos filhos e trabalham

Quem precisa trabalhar e cuidar dos filhos sabe o quão cansativo uma semana pode ser. O estudo liga o esgotamento parental às suas causas psicológicas

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Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 16/05/2017 às 10:01
Atualizado às 13:38

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Carteira assinada? Jornada de oito horas diárias? Pausa para o almoço? O trabalho de cuidar e criar os filhos não tem nenhum desses direitos garantidos, principalmente se você tenta conciliar com um emprego fora de casa. Um estudo realizado pela Universidade Católica de Lovanio, na Bélgica, indicou o esgotamento físico e psicológico desses pais e mães que levam uma jornada dupla.

A pesquisa, que se desenvolveu sob o comando da psicóloga Isabelle Roskam, foi publicada pela revista de científica Frontiers in Psycology e contou com a participação de mais de 2 mil pais.

Em inglês, esse tipo de cansaço é chamado de parental burnout e já havia sido introduzido em estudos científicos no começo dos anos 1980. A diferença do estudo de Roskam é o detalhamento: a equipe se empenhou para tentar especificar quem é mais suscetível a esse fenômeno, como esse o estresse do trabalho se diferencia do parental burnout e como os níveis desse estresse pode ser mensurado.

mãe cansada, sentada em um sofá coberto por um lençol branco, com diversos brinquedos espalhados pelo chão

Foto: Shutterstock

Muitas semelhanças entre a exaustão no trabalho e no cuidado com as crianças foram encontradas durante a pesquisa. Muitas das mudanças culturais e nas leis trabalhistas, como o aumento da carga horária e a falta de suporte de muitas companhias (tanto pessoal, quanto a respeito de equipamentos), contribuíram para a exaustão profissional.

Com o passar dos anos, a combinação desses fatores acabou criando grandes frustrações e, consequentemente, o burnout, que é caracterizado como uma combinação de exaustão, ineficácia (associada a sentimentos de incompetência) e despersonalização (afastamento emocional e das pessoas próximas).

O estudo concluiu que 12% dos pais estavam sofrendo com um alto nível de esgotamento, passando por todos os fatores (exaustão, ineficácia e despersonalização) pelo menos uma vez na semana. Os pesquisadores notaram que mais mães do que pais participaram da apuração, mas que ambos os sexos estão suscetíveis ao parental burnout. 

Você deve estar pensado: “não precisava de um estudo para saber disso”. Mas, o trabalho da equipe de Roskam, vai refletir diretamente na busca por tratamentos e soluções para esse tipo de problema e pode ajudar muitos pais a perceber que o cansaço profundo tem uma causa e é uma patologia psicológica.

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