Estresse excessivo é uma das principais causas de infarto

Produção excessiva do hormônio cortisol, provocada pelo estresse contínuo, contribui para a elevação da pressão arterial e, consequentemente, infarto

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Foto: iStock.com/GettyImages

por Redação Alto Astral
Publicado em 06/10/2016 às 18:21
Atualizado às 11:43

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Não são raros os casos de infarto no miocárdio causados por uma situação de tensão emocional. Em geral, as chances de isso acontecer são maiores em quem já apresenta um quadro de hipertensão. No entanto, muitos estudos sobre o estresse concluíram que o estado emocional pode ser uma das causas do infarto.

Mulher com dor no peito e sintoma de infarto

Foto: iStock.com/GettyImages

Trata-se da síndrome de Cushing, uma doença causada pelo excesso de cortisol no organismo, o que aumenta a retenção de sódio e de água. Em consequência, o volume de sangue se expande e favorece o desenvolvimento de hipertensão arterial sistêmica.

É normal a pressão se alterar em uma situação estressante. Mas, para quem não sofre de hipertensão ou estresse crônico, logo após resolvida a situação, a tendência é que tudo volte ao normal. “No caso das pessoas hipertensas, elas sofrem aumentos de pressão maiores. Como para elas é de extrema importantância manter a pressão no limite, se torna necessário aprender a lidar com o estresse de modo adequado”, relata a psicóloga Marilda Novaes Lipp.

Efeitos negativos

Além de poder causar a síndrome de Cushing e, consequentemente, contribuir para o desenvolvimento de hipertensão, a produção excessiva de cortisol pode trazer mais efeitos negativos para o organismo. Conheça os principais males provocados pelo estresse:

  • Enfraquecimento do sistema imunológico, abrindo portas para doenças de vários tipos, entre elas, alergias;
  • Dificuldade de concentração e déficit de memória;
  • Estados depressivos e ansiosos recorrentes, podendo se tornar crônicos;
  • Hipertensão;
  • Insônia;
  • Intolerância à glicose;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Alterações no funcionamento da tireoide (hiper ou hipotireoidismo);
  • Alguns tipos de tumores malignos;
  • Arteriosclerose.

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Edição: Augusto Biason/ Colaborador

Consultorias: Bernard Miodownik, psicólogo; Regiane Machado, psicóloga; Marina Delduca Cilino, psicóloga; Leonard Verea, médico psiquiatra.

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