ESTILO DE VIDA

Estresse e ansiedade: você sabe qual é a diferença?

Os dois sentimentos são normais e estão relacionados à novas situações, porém, são diferentes. Aprenda a diferenciar estresse e ansiedade.

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Foto iStock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 11/08/2016 às 00:20
Atualizado às 21:00

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Os índices de estresse e ansiedade no Brasil são altos: de acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca 70% da população brasileira sofre de estresse; já o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, apontou que a ansiedade atinge aproximadamente 12% dos brasileiros. A seguir, conheça mais sobre os sentimentos e entenda a diferença entre eles.

mulher estressada com as mãos na cabeça

Foto iStock.com

Estresse

Ele surge em conjunto com a sensação de necessidade de adaptação em alguma situação. “O ser humano, por natureza, procura manter um equilíbrio de suas forças internas, com todos os órgãos trabalhando em harmonia. Quando algum evento importante, bom ou mau, ocorre em nossa vida causando alguma mudança, nosso corpo faz um esforço para se adaptar à nova situação”, explica a psicóloga Marilda Novaes Lipp, especialista no tema.

mulher estressada respirando fundo

Imagem Giphy.com

Frente a situações estressantes podem surgir reações positivas ou negativas. A negativa está ligada ao desgaste emocional. É como se o copo estivesse cheio e uma pequena gota d’água o fizesse transbordar. Já o positivo faz com que o indivíduo busque aumentar seu desempenho, o tornando confiante para enfrentar determinadas circunstâncias e causa sensação de realização quando elas são superadas.

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Ansiedade

O pensamento constante em determinada situação pode ser um indício de que a ansiedade está atacando. Quem sofre com ela, vive com os pensamentos no futuro. “Esse é um fenômeno de ordem psico-orgânica, que explode sempre que o sujeito sofre antecipadamente diante de uma eventual situação de perigo, estresse ou desconforto que ele supõe que vai enfrentar”, explica o psicólogo Fabrício Maurício. Inicialmente, ela não precisa ser tratada como doença, pois, de acordo com o profissional, uma dose de ansiedade pode trazer benefícios. O problema surge quando ela começa a atrapalhar as atividades do dia a dia, impossibilitando o indivíduo de tomar atitudes referentes a outras circunstâncias, já que está preso em outros pensamentos.

Consultoria Marilda Novaes Lipp, psicóloga; Fabrício Maurício, psicólogo