ESTILO DE VIDA

Estresse pode afetar tempo de cicatrização de feridas

Pesquisa realizada nos Estados Unidos mostra que estresse afeta mais de 170 genes e cicatrização demora 40% a mais; surgimento do Alzheimer seria acelerado.

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FOTO: PureStockX/DIOMEDIA

por Redação Alto Astral
Publicado em 09/09/2016 às 19:12
Atualizado às 20:57

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O que o estresse descontrolado faz no organismo não é brincadeira e, por isso, além de evitar situações estressantes, os sinais de que o sentimento está dominando não devem ser negligenciados.

Nos últimos anos, cientistas de várias partes do mundo têm voltado suas pesquisas para o efeito do estresse no corpo. Suas descobertas são surpreendentes pois envolvem reações até então inimagináveis, como o processo de cicatrização.

Pesquisadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, apontaram em um estudo que mais de 170 genes são afetados pelo estresse, sendo que 100 deles são completamente desligados, incluindo aqueles que produzem proteínas associadas diretamente à cicatrização de feridas no corpo. Os pesquisadores concluíram que as feridas demoravam em média 40% a mais para cicatrizar em pacientes estressados. Isso ocorreria devido ao desequilíbrio que o estresse provoca no organismo.

Estresse pode afetar tempo de cicatrização de feridas

FOTO: PureStockX/DIOMEDIA

Já estudiosos da Universidade do Sul da Flórida, também nos Estados Unidos, apontam que a interação entre proteínas relacionadas a casos de estresse e outros transtornos psiquiátricos, favorece a aceleração do Alzheimer.

Hora de pedir ajuda

Como o estresse é algo natural ao corpo, quando se sente sintomas ligados a ele, fique alerta: isso significa que seu nível já se excedeu.

Os primeiros sinais de que algo não vai bem são manifestações esporádicas, como dificuldade para dormir e dor de cabeça. Em um segundo momento, tais sinais se tornam sintomas regulares. “Não fazendo uma intervenção de forma eficiente, esses sintomas podem se transformar na doença. É quando a gente ouve a pessoa dizer que não lembra qual foi a última vez que não teve dor de cabeça ou que dormiu bem”, ressalta Ana Maria.

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Texto e entrevistas: Natália Negretti – Edição: Augusto Biason/Colaborador

Consultorias: Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association (ISMA-BR), copresidente da divisão de saúde ocupacional da Associação Mundial de Psiquiatria (WPA) e diretora da clínica de Stress e Biofeedback (www.anamrossi.com.br); Wallace Liima, professor de pós-graduação em saúde quântica, escritor e terapeuta quântico.