Entenda cada estágio do Alzheimer e como a doença evolui

O mal de Alzheimer não se instala de uma hora para outra, a doença apresenta um estágio inicial, intermediário e avançado. Entenda como o distúrbio evolui

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FOTO: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 05/12/2016 às 09:21
Atualizado às 12:53

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O estágio inicial do Alzheimer, muitas vezes, pode ser confundido como “velhice” por amigos e familiares, como se fosse uma fase normal do processo de envelhecimento. Segundo a médica Márcia Umbelino, “em um primeiro momento, o paciente anota informações ou tem alguém na família que o ajuda com as lembranças“.

Posteriormente, os sintomas sintomas se agravam, causando prejuízos no cotidiano: “ele começa a esquecer o caminho que fez a vida inteira, começa a se perder, tem mais facilidade de perder as coisas, guarda objetos e não sabe onde guardou, entre outras características”, aponta a médica.

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FOTO: iStock.com/Getty Images

No estágio intermediário, a doença já está intensificada e as limitações ficam mais claras e graves, podendo haver dependência para atividades diárias. “O paciente esquece como cozinhar e limpar, esquece que comeu e come duas vezes, passa o dia todo sem beber água e necessita de ajuda para a higiene pessoal, por exemplo”, explica Márcia. Além disso, também é comum ocorrerem explosões de comportamentos e o paciente, geralmente, se mostra inquieto ou agitado.

na fase mais avançada, o enfermo apresenta total dependência e inatividade. Os distúrbios na memória causados pela DA passam a ser cerebrais, causando desorientação e fazendo com que atividades rotineiras se tornem muito mais dificultadas, como engolir, comunicar-se, reconhecer parentes e amigos, caminhar, entre outras.

Sinais do estágio inicial

Segundo o neurologista Martin Portner, os sintomas iniciais são pouco óbvios. Em geral, nesta fase, as pessoas apresentam:

1 • Perda de memória para fatos recentes.

2 • Dificuldade para a resolução de problemas.

3 • Lapsos de julgamento, como na tomada de decisões financeiras.

4 • Alterações de personalidade.

5 • Motivação reduzida.

6 • Dificuldade para organizar e expressar pensamentos.

7 • Encontrar as palavras certas para descrever objetos ou expressar ideias.

8 • Cada vez mais dificuldade para encontrar seu caminho, mesmo em lugares familiares. Também é comum perder ou extraviar coisas, incluindo itens valiosos.

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Texto e entrevistas: Jéssica Pirazza/Colaboradora – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultorias: Márcia Umbelino, médica especializada em medicina tradicional chinesa; Martin Portner, neurologista, escritor e palestrante