Espinhas causam dor e até complicações graves à saúde. Afinal, por que elas aparecem?

Nunca bem-vindas, as espinhas podem ser dolorosas e constranger quem as desenvolve. Entenda por que elas aparecem e como evitá-las!

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Cuidados básicos com a higiene da pele podem ajudar a combater as espinhas. Foto Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 18/05/2017 às 08:44
Atualizado às 08:44

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As espinhas chegam sem ser convidadas e se instalam no rosto – de preferência, mas não apenas nessa região – causando dor e um aspecto nada agradável. Elas afligem cerca de 90% dos adolescentes e 50% dos adultos, mas há quem lute contra elas durante toda a vida. Também chamadas de acne, podem ir de um pontinho vermelho na pele até bolsas muito inflamadas.

De onde as espinhas vêm?

Naturalmente, o organismo produz uma secreção oleosa que chega à superfície da pele por meio dos poros – mecanismo que a hidrata e dá brilho. Quando as glândulas sebáceas trabalham em excesso e esse poros são obstruídos, o acúmulo de oleosidade provoca cravos e espinhas. Os primeiros são uma prévia da segunda, que se difere por ser uma inflamação repleta de bactérias.

Explosão hormonal

Não por coincidência, é na adolescência que as espinhas costumam aparecer. A fase é caracterizada por uma intensa produção hormonal (assim como nas mulheres durante a gravidez ou no período menstrual), inclusive nas glândulas sebáceas, favorecendo a obstrução dos poros. Passar dessa etapa da vida, contudo, não é garantia de pele lisinha.

Muitas mulheres continuam tendo espinhas mesmo na vida adulta por causa dos hormônios. Ainda pode-se falar em fatores que favorecem o problema: hereditariedade, clima, tendências individuais, determinados medicamentos e pessoas com pele do tipo mista (aquela em que a oleosidade se concentra na testa, no nariz e no queixo).

Espremer as espinhas pode piorar o quadro e trazer outras complicações à saúde.

Espremer as espinhas pode piorar o quadro e trazer outras complicações à saúde. Foto Reprodução

Tratamento específico

Os especialistas são unânimes sobre a maneira de encarar as espinhas: não as esprema jamais. Apertar a lesão faz com que as bactérias presentes nela se espalhem por todo o rosto, além de se somarem a outras vindas da mão e do ambiente externo em geral. As consequências estéticas também são grandes, podendo deixar manchas e cicatrizes definitivas na pele.

É possível encontrar no mercado produtos que ajudam na cicatrização da acne, mas nada substitui uma boa higienização feita com sabonete apropriado e a aplicação de filtro solar não oleoso. Quando as espinhas são persistentes e de grande intensidade é preciso procurar o auxílio de um dermatologista, que poderá orientar sobre os melhores procedimentos.

Um medicamento prescrito com frequência para os casos intensos é a isotretinoína. “Contudo, deve ser indicado e acompanhado pelo médico, pois provoca diversos efeitos colaterais. Mulheres grávidas não podem usá-lo, por causar malformação no feto”, alerta o dermatologista Agnaldo Mirandez. Antibióticos e anticoncepcionais, no caso das mulheres, também podem ser indicados para amenizar o problema na pele. Se o especialista julgar necessário, o tratamento pode ser complementado por aplicação de peeling, que auxilia na remoção de manchas, cicatrizes e promove a renovação da pele.

Consultoria Agnaldo Mirandez, dermatologista

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