Nova enzima pode ser uma alternativa para tratar leucemia infantil!

Em uma pesquisa foi descoberta uma nova enzima que pode ser uma alternativa para tratar a leucemia em crianças. Confira mais sobre o assunto!

None
Foto Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 15/12/2016 às 12:26
Atualizado às 12:57

COMPARTILHEShare to WhatsappShare to FacebookShare to LinkedinShare to TwitterShare to Pinteres

Um teste in vitro, feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Unviersidade Estadual Paulista (Unesp), mostra que uma enzima da levedura do pão e da cerveja chamada L-asparaginase pode ser uma alternativa para o tratamento da leucemia infantil. Essa enzima é capaz de atacar as células tumorais desse tipo de câncer sem interferir nas células saudáveis.

ingredientes para fazer pão em cima da mesa

Foto: iStock.com/Getty Images

Na pesquisa, a enzima se mostrou eficaz para tratar a leucemia linfoide aguda infantil, cujo tratamento já é feito com a enzima L-asparaginase, mas com uma versão retirada da bactéria E. Coli, que pode causar irritações no sistema imunológico do paciente. Com a nova enzima, obtida a partir da levedura do pão e da cerveja, a expectativa é de que seja possível combater a doença com menos efeitos colaterais.

Foto Shutterstock.com

Foto Shutterstock.com

“A levedura do pão, que usamos há tantos anos para obter produtos fermentados é um organismo simples e a gente consegue trabalhar bem com ele. O que está presente no mercado hoje é advindo de bactérias e pode causar reações imunes. Como esse que vem da levedura é mais semelhante ao nosso organismo, a gente espera que ela vai causar menos alergia nos pacientes”, diz Gisele Monteiro, orientadora da pesquisa.

“As células tumorais (desse câncer) têm uma deficiência para a produção de asparagina. Quando colocamos a enzima, essas células morrem e as normais, não. Espero que, quando terminarmos o projeto, tenhamos uma produção brasileira para ter um medicamento para tratar as crianças”, afirma. Novos testes in vitro serão realizados para verificar se a enzima é tóxica ou não. Apenas com esses resultados é que o estudo deve avançar para análises com cobaias.

Leia também:

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

Ao assinar nossa newsletter, você concorda com os termos de uso do site.