ESTILO DE VIDA

Envelhecimento: é importante manter o cérebro com saúde

Com o envelhecimento, é natural que problemas de saúde apareçam, Mas, mantendo o cérebro ativo, é possível contornar algumas dificuldades

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FOTO: Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 06/09/2016 às 19:10
Atualizado às 20:58

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É fato que as escolhas e o comportamento do indivíduo influenciam muito em sua saúde e podem fazer uma grande diferença na maneira como se encara o envelhecimento. Mas é importante entender que cérebro e corpo caminham juntos rumo à vida longa e saudável, portanto, mantê-los em sintonia é essencial para obter sucesso mesmo com o envelhecimento.

Uma das atitudes que influenciam muito nessa realidade é incentivar as funções cerebrais e manter a mente sempre ativa, em especial nos idosos. “O hábito de adquirir novos conhecimentos e experiências garantem os estímulos necessários para manutenção das redes neurais.

Por outro lado, estudos recentes demonstram que se pode aumentar em até 50% a neogênese – que significa o surgimento de novos neurônios – na região do hipocampo com atividades físicas regulares”, explica o neurologista Carlo Bosco.

mulher idosa sorrindo - envelhecimento

FOTO: Shutterstock Images

Viva leve durante o envelhecimento

Imagine que você acorda cedo e toma um tímido café da manhã, encara duas horas de trânsito e, quando chega ao trabalho, já está devendo as tarefas do dia anterior. Escuta desaforos do chefe, não consegue ter um almoço tranquilo, por isso, se joga no fast food e volta correndo pra cadeira, onde ficará por várias horas sem pausa pra xixi ou cafezinho. Se a sua vida anda assim hoje, pode ser que você tenha muitos problemas.

De acordo com Bosco, o grande desafio para o cérebro na sociedade atual é enfrentar a realidade estressante. “Em momentos de estresse emocional, há uma sobrecarga de neurotransmissores que podem gerar transtornos diversos com repercussões clínicas sérias”, alerta.

É essencial, portanto, que o indivíduo se atente para situações que possam agravar o nível de estresse e procure ajuda de alguma forma. O sujeito que vive estressado faz elevar seus níveis de hormônico cortisol, que possui efeito tóxico sobre o cérebro e afeta, principalmente, a área da memória.
Mas como sobreviver à rotina desgastante que levamos hoje sem deixar que isso influencie no futuro? A meditação é uma das práticas que você deve tentar, pois ela é capaz de reduzir notoriamente os níveis de ansiedade do ser humano. No início, pode ser difícil se concentrar, mas a sensação de bem-estar que ela causa traz motivação. É como se o cérebro ignorasse tudo à sua volta e a mente ficasse vazia. Meditar é questão de disciplina, concentração e conforto.

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Texto e entrevista: Carolina Firmino – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultoria: Carlos Bosco, neurologista do Hospital Sepaco, em São Paulo (SP)