Meditação: saiba como a prática age no cérebro

A meditação vem ganhando cada vez mais credibilidade em questões como combate ao estresse e melhora na concentração, mas você sabe como ela age no cérebro?

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FOTO: Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 06/10/2016 às 15:57
Atualizado às 11:43

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A meditação pode ser explicada como um estado alterado da consciência, em que a mente funciona em um ritmo diferente, focada essencialmente no presente e acompanhada de um profundo sentimento contemplativo. “A meditação aumenta a densidade das fibras nervosas e o número de conexões cerebrais de sinalizações. Essas modificações ocorrem na região do córtex cerebral e ajudam a regular o comportamento”, destaca a psicanalista Cristiane Martin.

Outra alteração significativa na atividade cerebral de quem medita são as vibrações. Em atividade normal, o cérebro funciona em ondas beta, que vibram cerca de 13 ciclos por segundo. Durante as sessões de meditação, esse padrão alterna-se para ondas theta, que vibram a apenas quatro ciclos por segundo.

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O ritmo mais lento é capaz de gerar uma sensação parecida com a tranquilidade apresentada nos segundos que antecedem ao sono. “Meditar é concentrar nossa atenção em uma única coisa. A mente agitada que nós temos, geralmente, não consegue se fixar no aqui e no agora. Quando se medita, tenta-se mudar a mente agitada, trazendo-a para o presente. Então, a meditação tem poder sobre a mente. Ela pode aquietá-la”, explica o neurocirurgião Koshiro Nishikuni.

Já uma pesquisa realizada pela Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, em parceria com um instituto de neuroimagem da Alemanha e a Universidade de Massachussets, também dos Estados Unidos, identificou modificações consideráveis na estrutura do cérebro de quem medita.

Ao se comparar as ressonâncias magnéticas de 16 indivíduos entre 25 e 55 anos divididos em um grupo que praticou a meditação e outro que não fez as aulas, observou-se um aumento na concentração de massa cinzenta na região do hipocampo esquerdo, no córtex cingular posterior, na junção temporo-pariental e no cerebelo naqueles que haviam meditado.

De acordo com os cientistas, as alterações podem significar uma melhora no aprendizado e na memória, assim como na regulação das emoções e do estresse, principalmente pela reação no hipocampo, onde há uma maior concentração de neurônios. Um ponto importante da pesquisa é que as mudanças foram percebidas com apenas oito semanas de meditação.

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Texto e entrevistas: Natália Negretti – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultorias: Cristiane M. Maluf Martin, psicanalista; Koshiro Nishikuni, neurocirurgião do Hospital Santa Cruz, em São Paulo (SP).

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