Será que é preciso mesmo correr para o pediatra?

Diante de alguns sintomas de problemas de saúde, muitos pais correm pro hospital. Mas será que é preciso mesmo acionar o pediatra?

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Foto: Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 21/07/2016 às 19:38
Atualizado às 21:02

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Nem sempre é fácil saber distinguir os sintomas das doenças. Para os pais de bebês, a linha é muito mais tênue ainda, já que o pequeno não consegue explicar direito o que está sentindo. E não é raro sair correndo para o pediatra ao menor sinal de que algo não vai bem. Mas será que é preciso mesmo procurar o médico quando a temperatura sobe?

Bebê com febre no colo do pai

Foto: Vinicius Tupinamba/ Shutterstock.com

Febre

Seu filho está mais quentinho? “Em primeiro lugar, precisamos definir o que é febre: é quando a temperatura do corpo está acima de 37,8 graus. Pode ser um sintoma grave ou não, depende muito da situação”, explica Maria Helena Bussamra, médica pediatra e pneumologista da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

A febre é um fator preocupante quando acontece em recém-nascidos de até três meses. Neste caso, a solução é correr para o pronto-socorro. No entanto, toda vez que surgir esse problema, os pais devem ficar atentos para perceber se esse não é um sintoma de reação, como em caso de vacinas.

Em crianças maiores, procure notar se a febre está acompanhada de outros sintomas. “Se mesmo febril a criança continua bem, a própria mãe pode dar um antitérmico comum indicado pelo pediatra de sua confiança para essas situações. Se, no entanto, a febre persistir, procure o profissional”, orienta.

De acordo com a médica, se a criança tiver uma predisposição a convulsões em estado febril, também será necessária ajuda de um especialista.

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Massagem em bebê com cólica

iStock.com/Getty Images

Cólica

Engana-se quem pensa que a cólica é uma doença. “É apenas uma etapa do desenvolvimento da criança”, diferencia Maria Helena. Ela pode ser evitada com uma boa técnica de amamentação, fazendo com que o bebê abocanhe toda a aréola do seio da mãe, e não somente o bico do peito, o que impede a passagem de ar durante a mamada.

Outras dicas são as massagens no abdomen da criança, fazer o já conhecido “movimento de bicicleta” com suas perninhas ou até mesmo dobrá-las, levando as coxas até a barriguinha. Só em último caso é recomendada medicação, receitada por um profissional, claro!

Bebê dormindo com refriado

Foto: Shutterstock Images

Resfriado

Vem sempre acompanhado de coriza, espirros e tosse.  De acordo com a especialista, a princípio não é necessário medicamento, pois o próprio corpo da criança é capaz de resolver o problema.

Nesse caso, a mãe pode higienizar as narinas do pequeno com soro fisiológico, pingando algumas gotinhas da solução. “Apenas fique atenta aos sintomas que acompanham esse resfriado, como a febre. Se não melhorar em até cinco dias, peça ajuda ao pediatra”, atesta Maria Helena.

Bebê com diarreia e dor de barriga

Foto: Liquid Library Other Imagens

Diarreia

É uma agressão ao intestino e pode durar de sete a dez dias. Quando acontece, recomenda-se aumentar a ingestão de líquidos para hidratar o corpo. “Se vier acompanhada de vômitos e a criança estiver com a moleira e com os olhos fundos, procure um profissional. Isso pode ser um sinal de desidratação, que costuma ser bastante perigosa para o bebê”, acentua Maria Helena.

Consultoria: Maria Helena Bussamra, médica pediátrica e pneumologista da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT)

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