Tire algumas dúvidas sobre o Alzheimer e conheça mais sobre essa doença!

Várias dúvidas sobre o Alzheimer ainda precisam ser esclarecidas. Por isso, você confere uma entrevista com uma especialista no assunto!

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Por não possuir cura, existem muitas dúvidas sobre o alzheimer Foto: shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 21/09/2017 às 11:00
Atualizado às 14:26

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) intitulou 21 de setembro como o Dia Mundial do Alzheimer, doença que afeta milhões de brasileiros. As campanhas feitas nesse dia visam conscientizar a população sobre cuidados, sintomas, tratamentos e qualidade de vida. Por isso, Dra. Ana Luisa Rosas, diretora científica da ABRAZ (Associação Brasileira de Alzheimer) – SP e Torrent do Brasil, tira algumas dúvidas sobre o Alzheimer!

O que é o Alzheimer?

É uma doença neurológica-degenerativa-progressiva, que pertence ao grupo das demências.

Como o cérebro é afetado?

O órgão com a doença, por exemplo, possui acúmulo de uma proteína chamada beta-amiloide peptídeo nas placas e em aglomerados microscópicos. Ocorre uma perda neuronal (morte de neurônios) com consequente diminuição da massa encefálica (atrofia). Há uma diminuição das sinapses (região onde ocorre o impulso nervoso de um neurônio a outro).

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O cérebro do paciente com Alzheimer apresenta várias alterações. FOTO shutterstock.com

Quais são os primeiros sinais da doença?

Em geral, os primeiros sintomas encontram-se na esfera da memória, com esquecimentos de graus variados, desde fatos corriqueiros até mesmo esquecimentos de algo que já trazem algum impacto importante no dia a dia. Raramente os sintomas iniciais encontram-se na esfera do comportamento. Mas atenção: a linguagem e as funções executivas podem estar afetadas.

Quais tratamentos são feitos?

O tratamento atual se baseia no uso de drogas conhecidas como anticolinesterásicos. E o início de seu uso vai depender do estágio da doença.

O Alzheimer é uma doença que não tem cura, então, como o paciente pode minimizar o problema?

Infelizmente, por não termos ainda cura, muitas vezes, desanimamos um pouco, mas devemos sempre priorizar o bem-estar e a qualidade de vida do paciente e não podemos nunca deixar de tentar o uso dos medicamentos, a não ser que estejamos em fases muito avançadas, em que o benefício da medicação é controverso ou quando há contraindicação ao uso de algum dos medicamentos. Reabilitação cognitiva, terapias conjuntas, apoio familiar e apoio de instituições também minimizam o problema.

idoso jogando xadrez

Além do tratamento convencional, é importante fazer atividades no dia a dia que desafiem o cérebro. FOTO shutterstock.com

Qual a importância da família?

A família é o segredo do sucesso para o tratamento. Uma família estruturada, mesmo frente a essa grande adversidade, se estiver unida, tiver carinho, amor e respeito com o paciente e, principalmente, se todos estiverem comprometidos, ficará mais fácil de lidar com a doença, tanto para o portador quanto para quem está ao redor.

Fonte: Dra. Ana Luisa Rosas, diretora científica da ABRAZ – SP e Torrent do Brasi

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