Dores de cabeça afetam mais de 70% dos brasileiros. Enxaqueca é a mais temida

A dor de cabeça afeta boa parte das pessoas e interfere na qualidade de vida. Saiba como a dor age no cérebro e de que forma sua mente pode ajudar

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A enxaqueca atinge mais as mulheres durante o período menstrual. FOTO: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 05/03/2017 às 10:05
Atualizado às 13:33

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A dor de cabeça é o incômodo que mais incomoda a população brasileira todos os anos. E não é de hoje. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo concluiu que 72% da população nacional sofreu com esse mal em 2008.

Dores de cabeça afetam mais de 70% dos brasileiros. Enxaqueca é a mais temida

FOTO: iStock.com/Getty Images

Nesse contexto, a dor de cabeça pode ser dividida em dois grupos. O primeiro é chamado primário e, nele, se encaixam as dores que são os próprios males, ou seja, não há nenhum outro fator que dá origem a esse quadro (por exemplo, as oriundas de desgaste físico). Já no segundo caso, denominado secundário, a dor de cabeça surge como um indício de alguma outra disfunção do organismo, como sinusite, aneurisma ou tumor.

“A dor de cabeça é um sintoma que pode estar presente em muitas doenças, e sua identificação vai depender de quais outros sintomas e sinais estão associados nesse quadro”, frisam Marcela e Marcelo.

Mente pulsante

Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, existem mais de 150 tipos de dores de cabeça. Sem dúvidas, um dos mais temidos pelas pessoas é a enxaqueca, que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta cerca de 20% da população mundial.

Em nossa sociedade, criou-se um senso comum de que a enxaqueca é uma dor de cabeça mais forte. No entanto, apesar de fazer parte das cefaleias primárias, ela vai muito além disso: suas crises podem durar dias e, geralmente, provocam dores latejantes no paciente. “O desencadeador deste processo pode ser uma associação entre predisposição genética e agressões do meio ambiente”, alertam Marcela e Marcelo.

Algumas dessas situações são o estresse, cansaço, emoções fortes, variações hormonais e sedentarismo, que vão desgastando a capacidade de resistência do organismo. “Existem várias teorias para a causa da enxaqueca. A mais aceita é a de que o sistema nervoso, quando submetido a mudanças bruscas corporais ou do ambiente externo, torna-se vulnerável, causando uma inflamação nos vasos sanguíneos do cérebro”, relatam Marcela e Marcelo.

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Texto e entrevistas: Vitor Manfio/Colaborador – Edição: Augusto Biason/Colaborador

Consultorias: Alexandra Raffaini, médica intervencionista e anestesiologista; Isabela Laynes, fisioterapeuta; João Jorge Cabral, médico psiquiatra e hipniatra; Marcela Jacobina, especialista em neurologia; Marcelo Amato, neurocirurgião; Ricardo Regi, fisioterapeuta; Rogério Vidal de Lima, especialista em coluna.

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