ESTILO DE VIDA

Catarata e outras doenças tiram autonomia dos idosos

A catarata e outras doenças que afetam os olhos são responsáveis por dificultar em vários aspectos a vida da pessoa na terceira idade, como sua autonomia

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É importante buscar ajuda médica ao perceber qualquer alteração na visão. Foto Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 24/10/2017 às 07:00
Atualizado às 16:44

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Se por um lado a idade traz experiência e sabedoria, por outro também está ligada a uma maior necessidade de atenção com o corpo. Alguns problemas de saúde, como as doenças que afetam os olhos, são mais comuns nessa fase. Portanto, é essencial redobrar os cuidados. As visitas anuais ao médico oftalmologista podem assegurar uma melhor qualidade de vida para o idoso, prevenindo e corrigindo esses problemas.

Vista embaçada, vida dificultada

Entre as doenças que afetam os olhos mais recorrentes nessa faixa etária, podemos destacar a catarata, que se caracteriza pelo aumento da opacidade do cristalino – estrutura que funciona como uma”lente” natural do olho -, e resulta em uma diminuição progressiva da visão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a catarata é responsável por 47,8% dos casos de cegueira no mundo. Entre os três tipos da doença, a catarata senil representa 85% dos casos, atingindo, principalmente, pessoas a partir de 50 anos.

Mulher, olho, catarata

Foto iStock.com/ getty images

Apesar de habitualmente acometer de maneira semelhante os dois olhos, em alguns pacientes os sintomas podem aparecer inicialmente em apenas um deles. Em um primeiro momento, a pessoa tem o aumento da sensação de visão embaçada e alteração na percepção das cores, seguido de ofuscamento pela luz do sol ou de faróis de carros. Com o desenvolvimento da catarata, ocorre piora progressiva da visão, podendo, em alguns casos mais graves, levar à cegueira.

“Dentre as doenças que afetam os olhos, a catarata é uma das principais causas de redução da qualidade visual em pacientes idosos. Porém é fundamental ressaltar que é reversível por meio de cirurgia”, comenta o oftalmologista Ibraim Vieira. Atualmente, existem duas técnicas para retirada da catarata. Ambos os métodos são rápidos, indolores e não necessitam de internação.

  • Facoemulsificação: Consiste na quebra do cristalino opacificado com auxílio de um equipamento de ultrassom
  • Laser de Femtosegundo: Elimina a utilização de bisturis, tornando a cirurgia mais precisa e mais segura. O equipamento atua de forma personalizada e, a partir de imagens fornecidas em tempo real por um tomógrafo integrado, realiza as incisões necessárias e a fragmentação da parte interna do cristalino. Este é retirado e substituído por uma lente.

Por que buscar ajuda?

O idoso que é acometido pela catarata, tem sua qualidade de vida completamente afetada. “As dificuldades se apresentam tanto nas tarefas simples do dia a dia, como ler, aplicar maquiagem e assistir televisão, quanto nas mais complexas, como dirigir, costurar, praticar esportes e descer/subir escadas. A piora da visão eleva os riscos de acidentes, atropelamentos e quedas. Por isso, é importante a avaliação de um oftalmologista que vai indicar o melhor tratamento de forma individual. Esse processo permitirá que o paciente volte a enxergar normalmente e adquira novamente sua autonomia”, finaliza Ibraim.

Texto: Redação Alto Astral | Consultoria: Ibraim Vieira, oftalmologista do Hospital de Olhos Paulista

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