Discalculia: distúrbio atrapalha aprendizado de matemática

Ainda pouco conhecida, a discalculia se caracteriza pela dificuldade em compreender tudo que envolve números. Acompanhamento especializado é essencial

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por Redação Alto Astral
Publicado em 04/11/2016 às 10:31
Atualizado às 11:55

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Além da popularmente conhecida dislexia (que se caracteriza por uma dificuldade na leitura e na escrita), algumas pessoas podem apresentar dificuldades para interpretar números, o que é classificado como como discalculia. De acordo com as psicólogas Jucineide de Oliveira e Mariana Calhau, trata-se de um transtorno específico do processamento matemático, aritmético e na realização de cálculos.

Discalculia: distúrbio atrapalha aprendizado de matemática

Imagem: iStock.com/Getty Images

“Assim como na dislexia, apresenta componentes biológicos e ambientais. Surge a partir da hereditariedade, mesmo que esse aspecto ainda não tenha sido identificado com precisão”, destacam. Os primeiros podem estar relacionados ao funcionamento neurológico e às alterações no lobo frontal (responsável por cálculos mentais rápidos) e no parietal esquerdo (envolvido na capacidade de sequenciamento). Já os fatores ambientais estão associados aos mesmos critérios da dislexia.

Primeiros sinais da discalculia

Identificados ainda na pré-escola, estão associados à discalculia as dificuldades com a tabuada, ordens numéricas, posição de números, na realização de operações matemáticas (adição, subtração, multiplicação e divisão), para memorizar fórmulas e diferenciar símbolos matemáticos.

Após o diagnóstico para classificar a capacidade intelectual da criança e caracterizar suas habilidades matemáticas (abaixo do esperado para a idade), dá-se início aos métodos de intervenção educacional, com o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. “O professor pode permitir que a criança utilize tabuada e calculadora. Ainda deve elaborar provas com enunciados mais simples e estimular o aluno por meio de trabalhos em casa e exercícios repetitivos”, explica a pedagoga Amanda Menezes.

As psicólogas Jucineide e Mariana acrescentam que é preciso pensar em uma proposta de ensino personalizada conforme as necessidades do aluno, com acompanhamento psicopedagógico e de fonoaudiólogos para auxiliar nos processos de leitura e escrita. Só assim é possível visar o bem-estar global da criança.

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Texto: Érica Aguiar/Colaboradora – Entrevistas: Andrey Seisdedos e Érica Aguiar/Colaboradores – Edição: Augusto Biason/Colaborador

Consultorias: Amanda Abreu Menezes, coordenadora do curso de pedagogia na Faculdade Anhanguera de Brasília – Pistão Sul (DF); Jucineide Della Valentina de Oliveira e Mariana Calhau, professoras no curso de psicologia da Faculdade Pitágoras, em Linhares (ES); Renata Alves Paes, psicóloga cognitivo-comportamental e doutora em neurociências.

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