Como a dieta mediterrânea combate o câncer de mama?

Uma pesquisa holandesa mostrou os benefícios da dieta mediterrânea para prevenir o câncer de mama ER-negativo, um tipo grave que aparece pós-menopausa.

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por Redação Alto Astral
Publicado em 10/03/2017 às 07:53
Atualizado às 13:34

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A dieta mediterrânea (rica em azeite, peixes, frutas, nozes, legumes e  cereais integrais) ajuda reduzir em 40% o risco de câncer de mama, segundo pesquisa feita na Universidade Maastricht, na Holanda. O estudo acompanhou algumas mulheres por 20 anos e as que adotaram a dieta tiveram as chances de desenvolver câncer de mama ER-negativo (um tipo de câncer pós-menopausa) reduzida. Esse estudo pode ajudar e muito entender como a alimentação  pode afetar o risco de câncer.

alimentos

Pesquisas vem mostrando o quanto essa dieta é benéfica na prevenção de várias doenças Foto: iStock.com/Getty Images

Na análise ficou claro que a ingestão de frutas secas, como nozes e amêndoas, foi a que mais apresentou poder de prevenção contra a doença, seguido das frutas e peixes. Das mulheres que participaram do estudo, 3.354 contraíram câncer de mama. Contudo, 1.033 dos casos não foram incluídos na análise pelo fato de as mulheres já terem um histórico da doença ou por estarem com dados de dieta incompletos ou inconsistentes. De acordo com os pesquisadores, a dieta mediterrânea poderia evitar um terço (32,4%) dos casos de câncer de mama ER-negativo e 2,3% dos casos de câncer de mama em geral. Mais pesquisas devem ser feitas para que se possa entender melhor os fatores de risco para os diferentes subtipos da doença.

amêndoas

As amêndoas fazem parte dessa dieta poderosa Foto Shutterstock.com

Outros estudos já indicavam que uma dieta saudável como a mediterrânea, com gorduras de baixa saturação, desempenha um papel importante na redução do risco de diferentes tipos de câncer.

A doença

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não-melanoma. A doença também acomete homens, porém casos assim são raros, representando apenas 1% do total.  De acordo com dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer), cerca de 22% dos novos tumores em cada ano são de mama. A doença é prevalente entre mulheres com mais de 50 anos, e cresce progressivamente a partir dos 35 anos.

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