Diet e light: quais são suas diferenças e quando vale a pena comprá-los?

Cada vez mais vemos produtos diet e light no mercado, sem contar outras variações. Mas o que realmente significam e quais os melhores para a dieta?

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Foto: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 30/05/2017 às 17:51
Atualizado às 12:05

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A indecisão começa já na prateleira do supermercado. Diet e light viraram o sobrenome de muitos alimentos que hoje compõem a nossa mesa. Só que a pouca informação, aliada àqueles rótulos difíceis de serem lidos, fazem com que boa parte dos consumidores confunda esses dois produtos. Para quem está querendo emagrecer, é extremamente importante entender as diferenças entre ambos. Assim, você não correrá o risco de consumir calorias sem perceber ou mesmo gastar além da conta (já que esses produtos são bem mais caros do que as suas versões comuns).

Diferenças entre diet e light

Até os anos 90, só existiam os diet. E a confusão começou quando muita gente passou a entender esses produtos como sendo pouco calóricos e liberados para o consumo de quem queria perder peso. Mas as coisas não eram bem assim! Produtos diet são aqueles que eliminam um ingrediente da sua fórmula normal. Por isso, são indicados para pessoas proibidas de consumir algum tipo específico de substância, como no caso dos diabéticos (açúcar) e dos hipertensos (sal). Só que nem sempre esse corte de ingrediente significa uma redução na quantidade de calorias. Um bom exemplo é o chocolate diet. Ele é indicado para pessoas diabéticas porque contém pouco açúcar, só que, em compensação, possui a adição de uma grande quantidade de gordura. No final das contas, ele se torna tão calórico como o chocolate comum.

Produtos light são aqueles com 25% a menos de um nutriente ou calorias quando comparado ao seu produto convencional. Se a substância eliminada for energética (carboidratos, gordura ou proteínas), a perda de peso é garantida. Caso o nutriente reduzido seja um mineral (como o sódio, no caso do sal light), a caloria do produto light será a mesma que a do normal. Sendo assim, é importante compreender que nem todo alimento light auxilia na redução de medidas. Da mesma forma que nem todo produto light é liberado para diabéticos ou hipertensos. Esses devem ficar atentos às informações dos rótulos para saber se o produto ali cortado é o mesmo que eles não podem consumir. Na dúvida, consulte seu médico.

Fique de olho

Algumas dicas podem ajudá-la a escolher um produto diet antes de colocá-lo no seu carrinho de supermercado. Fique atenta se o alimento possui corte de açúcar, carboidratos, gorduras ou proteínas. Após essa primeira checagem, dê uma olhada se há também a adição de algum outro nutriente na sua fórmula. Esse tipo de compensação é comum no caso dos diet, e pode jogar por terra seu projeto de emagrecimento. Outra dica é não aumentar o consumo de um alimento (diet ou light) no seu prato só porque ele é magrinho. Repetir aquele pratão de macarrão só porque ele é light significará um ganho certeiro de pneuzinhos. Lembre-se, também, que alimentos como a maionese, o leite condensado e o creme de leite são tradicionalmente calóricos, mesmo na sua versão light. Nessa hora, vale mais a pena comer uma quantidade restrita do produto convencional ou cortá-lo de vez da sua mesa.

A vez do “zero”

Como se a confusão já não fosse grande, acaba de chegar no mercado brasileiro os refrigerantes em versão “Zero”. Eles ganharam esse nome porque não possuem açúcar na sua composição. Dessa forma, podem ser consumidos tanto pelos diabéticos quanto por quem quer perder peso. Outro ponto forte é o sabor, que é bem próximo aos refrigerantes convencionais.

E o desnatado?

Você sabe diferenciar os derivados de leite light dos desnatados? Pois saiba que eles também não são iguais. Os leites e iogurtes light possuem pouca caloria, mas uma certa quantidade de gordura (2%). Já os desnatados possuem 0% de gordura em sua composição. Quando for escolher os queijos, prefira aqueles tradicionalmente magros, como a ricota e o cottage. Eles possuem mais água e menos calorias em sua composição, além de terem uma baixa quantidade de gordura.

Texto: Leonardo Valle/Colaborador | Consultoria: Ângela Cardoso, nutricionista

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