Diagnóstico da esquizofrenia leva em conta histórico e combinação de sintomas

Critérios para diagnóstico da esquizofrenia estão presentes nos principais guias psiquiátricos. Tratamento pode alcançar a cura total

None
Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 01/11/2016 às 08:08
Atualizado às 11:52

COMPARTILHEShare to WhatsappShare to FacebookShare to LinkedinShare to TwitterShare to Pinteres

“Atualmente, não existe nenhum exame capaz de diagnosticar a esquizofrenia”, explica o psicanalista clínico Paulo Miguel Velasco. Apesar de toda a complexidade que envolve a identificação do transtorno, alguns métodos podem facilitar o diagnóstico. Paulo cita que o psiquiatra responsável deve levantar o histórico do paciente com a família, o que pode facilitar a distinção dos sintomas, e aplicar testes psicoterápicos a fim de avaliar a saúde mental.

Diagnóstico da esquizofrenia leva em conta histórico e combinação de sintomas

FOTO: Shutterstock.com

Além disso, segundo o psiquiatra especialista em esquizofrenia Carlos Hübner, o profissional deve utilizar os critérios presentes no DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, principal guia de saúde mental) e no CID-10 (Classificação Internacional de Doenças) para comparar a combinação de sintomas com o período de permanência (que varia de acordo com a diretriz). Esses recursos podem diferenciar um quadro de esquizofrenia dos chamados “falsos positivos”, que apresentam sinais parecidos com os do transtorno, mas são ocasionados por outros fatores, como o consumo excessivo de álcool e drogas.

O caminho para superar

Se diagnosticar a esquizofrenia é uma tarefa complexa, tratá-la pode ter o mesmo grau de dificuldade. Segundo Carlos Hübner, “o tratamento passa pelo farmacológico, em que os remédios antipsicóticos têm um papel central, associado ao tratamento psicossocial: terapia individual (coping, laborterapia, terapia ocupacional), terapia familiar, terapia em grupo, entre outras”. O profissional revela que muitos precisam do tratamento para toda a vida; porém, atualmente, entre 11% e 13% dos pacientes alcançam a cura total, sem qualquer sequela psíquica, comportamental, afetiva ou social.

LEIA TAMBÉM

Consultorias: Carlos Hübner, psiquiatra pela University Heidelberg, na Alemanha, e professor na Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), em Sorocaba (SP); Paulo Miguel Velasco, psicanalista clínico.

Texto: Vitor Manfio/ Colaborador – Entrevistas: Giovane Rocha e Vitor Manfio/ Colaboradores – Edição: Augusto Biason/ Colaborador

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

Ao assinar nossa newsletter, você concorda com os termos de uso do site.