ESTILO DE VIDA

O que aconteceria se lembrássemos de todos os detalhes da nossa vida?

A capacidade de lembrar demais de detalhes sem importância é vista como prejudicial e tem nome: síndrome da hipermemória.

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Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 10/01/2017 às 08:56
Atualizado às 16:51

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O que aconteceria se lembrássemos de todos os detalhes de nossas vidas? O neurologista Renato Anghinah explica por que isso é impossível: “Ia ser uma grande confusão. Nosso cérebro tem mecanismos de defesa. Se, por exemplo, você lembrasse de todas as vezes que queimou o dedo, ia ser terrível, um sofrimento absurdo. Então você vai tirando da sua mente coisas que não são úteis para você. E fora que a gente não teria capacidade de processamento, você ia precisar de uma capacidade muito maior de memorização”.

cérebro, fundo azul, detalhes

Foto: Shutterstock

Com tantas informações a serem processadas, dificilmente o cérebro humano conseguiria se concentrar em novos aprendizados ou nos detalhes ao seu redor: “Sem a arte de esquecer, seria impossível entender ou aprender algo novo”, explica o professor de neurologia Iván Izquierdo.

Hipermemória

Inclusive a capacidade de lembrar demais de acontecimentos sem importância é vista como prejudicial e tem nome: síndrome da hipermemória. Apesar das habilidades poderem ser consideradas invejáveis, possuem efeitos colaterais: pessoas com a doença podem ter a capacidade coginitiva alterada. Uma das pacientes diagnosticadas, conhecida no meio científico pela sigla de A.J., afirmou que a sua memória era “sem fim, incontrolável e desgastante”. Por isso, ao mesmo tempo que esquecer pode causar diversos problemas em quem tem dificuldade de memorização, essa falha é uma ferramenta importantíssima para o cérebro conseguir filtrar o que é importante em nosso dia a dia. Quando essa capacidade não funciona direito, pode causar diversos problemas para o homem – tão ruins ou até piores que a perda da memória.

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Texto: Redação Edição: Angelo Matilha Cherubini

Consultorias: Iván Izquierdo, professor de neurologia da Pontíficia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Renato Anghinah, coordenador do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano.