Desidratação infantil: quais são os sintomas e como prevenir esse problema tão comum no verão

A desidratação infantil pode gerar quadros de saúde perigosos. Por isso, saiba a melhor maneira de prevenir e tratar esse problema

None
Foto: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 16/11/2017 às 11:19
Atualizado às 13:49

COMPARTILHEShare to WhatsappShare to FacebookShare to LinkedinShare to TwitterShare to Pinteres

Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em 2010, entre os meses de janeiro e março, foram registrados mais de 3,8 mil casos de internações pela falta de líquido, sendo que 46,5% desses registros foram de crianças até 14 anos. Como o calor está insuportável, fique atenta aos hábitos das crianças e evite a desidratação infantil.

Desidratação infantil: por que as crianças são alvo?

• A explicação é bastante lógica: “as crianças e adolescentes têm menos defesa contra agentes agressores intestinais, como vírus, bactérias e toxinas, além de ter menor capacidade de reação do organismo, o que favorece a ocorrência de maiores perdas de líquidos pelas fezes e vômitos”, detalha o pediatra Ivan Pistelli.

• Como a perda de líquidos é intensa, fica mais difícil para o organismo suprir a carência hídrica, gerando sinais que indicam deficiências no funcionamento do corpo.

• De acordo com o especialista, as causas mais frequentes de desidratação na infância são as infecções virais, transmitidas por adultos ou outras crianças, que provocam febre, diarreia e vômitos.

O que meu filho tem?

• Os quadros de desidratação infantil, ao longo de sua progressão, são caracterizados por preocupação intensa dos pais diante dos sintomas apresentados.

• O pediatra explica que os sinais podem ser muito discretos na desidratação de primeiro grau, como leve perda de peso (menor de 5%) e hipoatividade ou indisposição.

• Já na desidratação de segundo grau, ocorre perda de peso entre 5 e 10%, a criança passa a apresentar boca seca, olhos fundos, diminuição da urina e pele menos elástica. • O terceiro grau do problema é bem mais preocupante: perda de peso maior do que 10%, confusão mental, pressão baixa, parada de urinar, podendo evoluir até mesmo para coma e choque por falta de líquidos.

Proteja suas crianças!

• Para prevenir o problema, lembre-se de vacinar seu filho contra o rotavírus logo nos primeiros meses de vida, evitando uma das principais causas de infecção intestinal e desidratação em bebês.

• Fique atenta à higiene pessoal e alimentar dos seus filhos, para evitar a transmissão de doenças intestinais.

• Cuidado também em praias, piscinas e ambientes muito cheios, onde a propagação de vírus ou bactérias é favorecida.

• “O mais importante no tratamento da desidratação é a reposição de líquidos, principalmente na forma de soro hidratante, que encontra-se disponível nos postos de saúde ou nas farmácias. A aceitação progressiva do soro hidratante deverá repor o volume de líquido perdido e a criança passa a melhorar rapidamente”, destaca Pistelli.

• Se houver vômito intenso, utilize medicamentos, indicados por um médico, para cortá-lo, facilitando a reposição de líquidos.

Indicação de líquidos e soros

✓ Em casos de diarreia, recomenda-se a ingestão mínima de 100ml de soro hidratante a cada evacuação líquida.

✓ Vale combater a febre e o vômito para a criança aceitar os líquidos oferecidos, como soro, água de coco, água, chás, etc.

✓ “O oferecimento de soros caseiros não deve ser incentivado, pois os erros de formulação podem ser prejudiciais para a criança, provocando distúrbios ainda mais sérios. O ideal é oferecer soro hidratante padronizado, disponível nos postos de saúde e nas farmácias”, reforça o pediatra.

Texto: Redação Alto Astral | Consultoria: Ivan Pistelli, pediatra do Hospital Leforte, do Grupo Saúde Bandeirantes, São Paulo

LEIA TAMBÉM

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

Ao assinar nossa newsletter, você concorda com os termos de uso do site.