O que influencia no desenvolvimento cerebral infantil?

O desenvolvimento passa por diversas questões durante nossa evolução. Mas é durante a infância que se deve tomar mais cuidados

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FOTO: Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 20/09/2016 às 19:19
Atualizado às 11:36

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O desenvolvimento cerebral vai muito além de uma simples multiplicação de células. Isso porque o organismo é suscetível a fatores internos e externos, que podem alterar o ritmo da formação cerebral durante e depois da gestação.

Sabe-se, por exemplo, que o uso de alguns medicamentos, vício em drogas, deficiências nutricionais e infecções na mãe podem alterar o desenvolvimento do cérebro da criança. Além disso, o neurologista clínico Fabio Sawada Shiba explica que complicações na gravidez e no parto prematuro, sofrimento do feto ou traumatismos também são fatores de dificuldade no desenvolvimento da mente.

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O psiquiatra Jô Furlan também ressalta que é essencial que a mãe não cultive hábitos prejudiciais, como o tabagismo, ingestão de bebidas alcoólicas e alto nível de estresse. Ter bons costumes alimentares e evitar a obesidade, praticar atividades físicas e um lar com boa qualidade afetiva são determinantes para um bom desenvolvimento neural do bebê. Depois do nascimento, há um período crítico no desenvolvimento que dura até os dois anos.

Especialmente nessa fase, maus tratos ou falta de cuidados podem afetar negativamente a formação do sistema nervoso central. Nessa época, o cérebro também pode ser prejudicado por doenças e malformações de origem genética, deficiências nutricionais, intoxicações, traumatismos cranianos e infecções no sistema nervoso central.

A genética e o desenvolvimento cerebral

Segundo o médico psiquiatra Jô Furlan, a genética influencia 70% da inteligência humana. Os outros 30% se devem a fatores ambientais, como estímulos, treinamentos, entre outros. “Observamos, sim, a possibilidade de geneticamente uma pessoa ser mais inteligente do que outra. Isso não é determinante, mas uma possibilidade que poderá ou não se tornar realidade”, afirma o especialista.

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Texto: Karen Barbarini – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Entrevistas: Karina Alonso/Colaboradora – Consultorias: Fabio Sawada Shiba, neurologista clínico; Jô Furlan, médico psiquiatra, pesquisador da área da Neurociência do Comportamento

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