Desenvolvimento de câncer pode ser acelerado por estresse

O estresse não atinge apenas a mente, como muitos pensam: sua presença contínua pode, inclusive, contribuir para o desenvolvimento de câncer

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FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 05/10/2016 às 19:16
Atualizado às 11:41

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A relação entre estresse e câncer tem sido objeto de diversos estudos, com resultados preocupantes, mas também reveladores na busca por tratamento e, principalmente, na prevenção de tumores malignos.

Desenvolvimento de câncer pode ser acelerado por estresse

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Quando a pessoa está estressada, ela libera dois hormônios: adrenalina e cortisol. O primeiro é próprio das situações de luta ou fuga, já o segundo afeta o sistema imunológico, pois, ao reconhecer determinadas situações como ameaça, o organismo se prepara para enfrentá-la, acionando o sistema imunológico. Com o foco voltado para um potencial “invasor”, o corpo deixa de se defender de reais agressores.

“No caso do câncer, de tempos em tempos é natural que o organismo produza células cancerosas, mas se o corpo está em bom funcionamento, ele próprio elimina esses focos. Já quando a pessoa está debilitada, como no caso de perdas, a imunidade baixa e o organismo não consegue reagir diante dos agressores. Estudos científicos apontam que no período de 12 a 18 meses após um grande trauma (perda, desgaste emocional dramático) existe uma maior chance de se desenvolver câncer”, revela a psicóloga Ana Maria Rossi.

Não por acaso, estudos com animais em laboratório demonstraram que a progressão de tumores é mais acelerada naqueles submetidos a situações de estresse crônico. Por outro lado, pacientes com câncer que recebem assistência psicológica tendem a viver mais tempo.

Simplesmente controlar o estresse não pode evitar ou curar todos os tipos de câncer. Mas a ciência já sabe que pessoas menos estressadas reagem melhor a tratamentos de diversas doenças, inclusive quimioterapias. Infelizmente, nem sempre é possível prevenir o estresse, uma vez que ele pode ser gerado por fatores independentes da vontade do indivíduo, como a morte de um ente querido. Mas é possível controlá-lo e tratá-lo, o que pode evitar consequências extremas como o desenvolvimento de um tumor.

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Edição: Augusto Biason / Colaborador

Consultorias: Bernard Miodownik, psicólogo; Regiane Machado, psicóloga; Marina Delduca Cilino, psicóloga; Leonard Verea, médico psiquiatra.

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