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Descolamento de placenta: o que é e quais são os sintomas?

Saiba o que é o descolamento de placenta, problema que a apresentadora Eliana está enfrentando durante a gravidez do seu segundo filho!

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Eliana está enfrentando um descolamento de placenta durante a gravidez da filha | FOTO: Agnews

por Redação Alto Astral
Publicado em 19/06/2017 às 12:12
Atualizado às 13:04

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Eliana assustou seus fãs ao revelar que estava entrando em repouso absoluto devido a um descolamento de placenta. A apresentadora, que está grávida de cinco meses, precisou se afastar de seu programa e de todas as atividades para evitar um prato muito pré-maturo. Afinal, você sabe o que é esse problema? Veja as principais informações sobre prevenção e tratamento aqui.

O que é?

De acordo com Ministério da Saúde, “o descolamento de placenta (DPP) é definido como a separação da placenta da parede uterina antes do parto. Essa separação pode ser parcial ou total e é classificada em três graus, levando em conta os achados clínicos e laboratoriais, de acordo com classificação de Sher”. O DPP ocorre em aproximadamente 1 a 2% das gestações. Segundo o órgão, é uma das piores complicações obstétricas, com maior incidência de hemorragia, anemia e até morte materna. Podem ocorrer ainda complicações perinatais, como prematuridade, restrição de crescimento fetal, baixo peso ao nascer, sofrimento fetal, além de ser a principal causa de óbito ao nascer.

Principais causas do descolamento de placenta

Hipertensão (gestacional ou preexistente) – responsável por 50% dos casos; ruptura prematura de membranas ovulares; cesariana prévia; tabagismo; idade materna avançada; uso de drogas (álcool, cocaína e crack); trauma (automobilístico, trauma abdominal direto); DPP em gestação anterior; etc.

Sintomas mais comuns

Dor abdominal; persistência da dor entre as contrações no trabalho de parto; sangramento genital de quantidade variável; história de hipertensão; etc.

apresentadora Eliana com a mão na barriga

No caso de Eliana, foi indicado repouso absoluto até o bebê nascer | FOTO: Reprodução

Diagnóstico

O primeiro passo deve ser a aferição de sinais vitais da gestante, como pressão e batimentos cardíacos. No exame obstétrico, deve-se realizar a palpação uterina observando a apresentação fetal e se o tônus uterino está aumentado. Fazer medida de altura uterina e ausculta dos batimentos cardíacos fetais (monitoração fetal contínua). “A ultrassonografia pode ser realizada em casos onde há estabilidade da saúde materna e vitalidade fetal  preservada, e quando há dúvida sobre a localização placentária, e apresentação fetal, assim como para estimativa de peso do feto”, informa o Ministério da Saúde. Também é possível que o médico solicite exames laboratoriais como hemograma e coagulograma.

Tratamento

Varia de acordo com o grau de DPP e com as características de cada gestação. Ao menor sinal de alteração na gravidez, procure seu médico ou um pronto-socorro. Em caso de diagnóstico positivo, é possível que haja internação para controle de oxigenação, pressão arterial, frequência cardíaca e sangramento. Se o descolamento acontecer a partir de 34 semanas, geralmente é recomendado antecipar o parto. Em gestações de menor tempo, poderão ser prescritos medicamentos para diminuir a contração do útero bem como repouso absoluto ou parcial, dependendo de cada caso.

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