Depressão: tratamento visa combinar uso de psicoterapia e medicamentos

Embora cada caso tenha suas particularidades e o tratamento não seja padrão, a cura da depressão é uma realidade há bastante tempo

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FOTO: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 28/09/2016 às 18:23
Atualizado às 11:39

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Os melhores resultados no tratamento da depressão são obtidos com a combinação de psicoterapia e medicamentos, mas a possibilidade de cura com o emprego de um ou outro método isoladamente não pode ser descartada. No entanto, é bom ter consciência de que apenas um especialista poderá dizer qual é a terapia ideal.

Depressão: tratamento visa combinar uso de psicoterapia e medicamentos

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Além disso, só um psiquiatra pode determinar o tempo de uso e a dosagem dos remédios, todos de venda controlada (a receita fica retida na farmácia). “Há casos em que não pode haver interrupção da medicação sem risco de retorno do quadro depressivo, mas não é a maioria. Geralmente, se faz o tratamento e depois pode haver uma diminuição progressiva da medicação sob acompanhamento do psiquiatra. Isso porque muitas pessoas ficam dependentes psicologicamente da medicação e recusam as tentativas do psiquiatra de retirá-la gradualmente”, lembra o psiquiatra Bernard Miodownik.

Outro aspecto relevante em relação aos medicamentos antidepressivos é evitar a banalização do uso. “É importante também não se criar o hábito de ‘medicalizar’ as tristezas normais da vida de cada um”, acrescenta o profissional. Traduzindo: jamais se deve usar antidepressivos sem o diagnóstico definitivo da doença.

O caminho da cura

O emprego isolado de psicoterapia é possível em casos específicos, especialmente se o episódio depressivo tem uma origem facilmente identificável, mas não apenas. “A psicoterapia é especialmente útil em pacientes incapazes de tolerar medicamentos ou que não estejam dispostos a cumprir com o tratamento medicamentoso e em pacientes com dificuldades interpessoais ou com sentimentos de desesperança. Porém, a psicoterapia não deve ser vista como substituta para o tratamento medicamentoso. Com certeza, os melhores resultados são conseguidos pela combinação de terapia farmacológica e psicoterápica”, afirma a psicóloga Margarete Pinho.

A profissional frisa que nos casos de depressão maior ou grave é necessária a intervenção do psiquiatra. “Devido à necessidade de medicamentos, que interferem clinicamente no organismo, quando há diminuição na produção dos hormônios responsáveis pelo humor, pela vontade, pelo prazer e alegria”, completa.

Em 2007, um artigo publicado na revista científica Journal of Neuroscience, dos Estados Unidos, apresentou resultados de um estudo segundo o qual tratar a depressão apenas com psicoterapia pode, inclusive, agravar o quadro. Isso acontece quando a origem do problema é fisiológica ou neurológica – ou seja, na maioria dos casos. Mas um bom psicólogo sempre saberá avaliar a necessidade de encaminhar ou não seu paciente para um psiquiatra.

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