Depressão após a aposentadoria: saiba como se prevenir!

Segundo estudos, as chances de uma pessoa ter depressão após a aposentadoria aumentam em 40% depois de adquirir o benefício. Saiba como se prevenir!

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Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 18/04/2017 às 12:58
Atualizado às 13:42

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Apesar de ser um benefício esperado pela maioria dos idosos, a aposentadoria também pode trazer consequências negativas à saúde. De acordo com pesquisa do Instituto de Assuntos Econômicos de Londres, o benefício pode aumentar as chances de desenvolver depressão. Segundo análise publicada em 2013 pelo centro de estudos Institute of Economics Affairs (IEA), a aposentadoria pode elevar em 40% as chances de desenvolver depressão, além de aumentar em 60% a possibilidade do aparecimento de um problema físico. Confira quais são os sintomas, as causas e como se prevenir da depressão após a aposentadoria.

Depressão após aposentadoria: saiba se prevenir

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Sintomas

Os primeiros sintomas que indicam o início de algum problema são queda na motivação, sedentarismo, o estresse e a falta de contato com os amigos e familiares. Na maioria das vezes, a solidão é causada após o término do trabalho e a perda de relações com os amigos e colegas.

Causas da depressão após a aposentadoria

– Por falta de preparação psicológica e financeira, a aposentadoria representa um fator predisponente para quadros depressivos, assim como o luto e a perda da autonomia e independência por doenças específicas. Na faixa etária em que as pessoas se aposentam existe uma maior prevalência de perdas de entes queridos, além de causas secundárias de depressão, como uso de medicamentos, doenças endocrinológicas, neurológicas e infecciosas.

– A perda de contato com as pessoas fora do círculo da família é uma das principais causas para o aparecimento dos sintomas da depressão. As pessoas vivem 75% do tempo em função do trabalho e quando elas deixam essa ocupação perdem vínculos e relações de coleguismo. Ninguém se prepara para a aposentadoria, então quando ela chega, não tem nenhuma outra atividade programada.

Como se prevenir

Os familiares e amigos próximos têm papel decisivo no diagnóstico e no tratamento desse tipo de doença. Cabe a eles estimular o idoso a participar de atividades como grupos de dança, artesanato, costura ou atividades esportivas.

Passeios turísticos e viagens costumam trazer resultados positivos na integração social com outras pessoas da mesma idade, além da possibilidade de visitar novos lugares.

Idas ao cinema e ao teatro, também são boas opções, principalmente, por conta da facilidade da meia-entrada. A maioria dos idosos não sabe dos seus direitos, como os descontos e a meia-entrada em ingressos. É importante que isso seja estimulado para que o aposentado comece a ter um novo tipo de atividade ou hábito, no qual ele pode fazer outras coisas que antes não eram possíveis.

Um bom caminho para quem quer começar uma nova vida e com atividades que façam bem para saúde é iniciar a prática de atividade física. A caminhada é um dos mais indicados. “Caminhada é algo leve, porque cada pessoa conhece seu limite, e dificilmente vai caminhar se estiver cansada”, comenta Thiago Mônaco, geriatra. Porém, antes de começar qualquer exercício é importante uma avaliação do médico.

Fonte: Thiago Mônaco, geriatra e professor doutor da Faculdade de Medicina da UniNove

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