Deficiência intelectual, autismo… Como os transtornos podem ser prejudiciais à rotina escolar

Muito além do bullying: transtornos como autismo e deficiência intelectual também podem atrapalhar a rotina escolar das crianças

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Foto: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 19/10/2017 às 10:32
Atualizado às 13:46

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Cerca de 20% das crianças em idade escolar enfrentam algum tipo de transtorno. Se receberem diagnóstico e acompanhamento corretos, podem brilhar na vida. É o que propõe Gustavo Teixeira, psiquiatra e mestre em educação, no livro Manual dos Transtornos Escolares, pela editora BestSeller.

Quais são as principais causas desses transtornos?

“Os transtornos de comportamento, de forma geral, estão relacionados a dois fatores principais: componentes biológicos e genéticos e componentes ambientais. É a união dos dois fatores que normalmente dispara esses transtornos”.

Há algum transtorno mais desconhecido?

“As pessoas conhecem um pouco sobre o autismo, por exemplo, mas desconhecem sobre a síndrome de Asperger, em que a criança tem dificuldade de olhar nos olhos, de conversar e socializar. Um exemplo vivido no cinema é o personagem do Forrest Gump”.

Quais são as novas diretrizes que a Associação Americana de Psiquiatria vai apresentar agora em maio e já constam no livro?

“Esse órgão é responsável pela produção do Manual de Diagnóstico Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM), uma publicação que normatiza a nomenclatura das patologias psiquiátricas nos Estados Unidos, e é seguida por todo o mundo. Este ano está sendo preparada sua 5ª edição. O diagnóstico do transtorno bipolar do humor na infância será mais rigoroso. Há mudanças relacionadas à nomenclatura, por exemplo: o termo retardo mental, que já estava em desuso, agora será chamado de deficiência intelectual, além de mudanças relacionadas ao autismo infantil e em critérios de diagnósticos do TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade)”.

Existe uma banalização nos diagnósticos?

“Os diagnósticos de comportamento são difíceis, pois na saúde mental não há um exame complementar. O diagnóstico correto dependerá de uma boa e cuidadosa análise clínica”.

Texto: Giovana Sanches | Consultoria: Gustavo Teixeira, psiquiatra e mestre em educação

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