Criando meninos: você pode tomar atitudes simples que vão transformar seus pequenos em grandes homens

Você faz parte dos pais que está criando meninos? Saiba como educar os pequenos para que eles se tornem pessoas livres de machismo e outros preconceitos

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Foto: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 11/01/2018 às 14:34
Atualizado às 11:48

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Quem tem um pouquinho de juízo sabe que a criação de filhos não é missão simples. Mais do que prover bens materiais, ajudar um ser humano a se descobrir com dignidade consiste no maior desafio de cada mãe e pai. As complexidades sociais podem dificultar essa tarefa para pais de meninos. Mas, se você está criando meninos, uma especialista pode ajudá-la a lidar melhor com os homens da sua casa para que se tornem adultos de respeito.

Machista não!

“Na verdade, o machismo é um problema social com raízes pré-históricas na qual a divisão de tarefas era baseada no fato de que as fêmeas protegiam a cria enquanto os machos providenciavam o alimento. Quando o ser humano deixou de ser só coletor e caçador, esse conceito de força deveria ter se extinguido, mas o costume enraizado permaneceu e a sociedade foi criando justificativas para sua existência”, explica a psicóloga Solange Ramounoulou. Mudar essa condição depende de atitudes simples, sendo a primeira delas admitir que homens e mulheres têm pouquíssimas diferenças neurológicas e sensoriais e que força, habilidade, inteligência e sensibilidade estão presentes em todos, independentemente do sexo.

Criando meninos: na prática

Geralmente, as mães passam mais tempo com os filhos e, por isso, acabam exercendo papel determinante na criação. Assim, deve evitar que a criança alimente a figura de um pai capaz de quase tudo. “A mensagem deve dar a ideia de pai e mãe como força conjunta e complementar. Embora, naturalmente, o menino se identifique com seu representante masculino, a mãe não deve tentar compensar isso se mostrando mais amorosa, frágil e sensível para ser objeto de maior afeto”, orienta.

Poucas diferenças

Azul e rosa: distinguir meninos e meninas pela cor e tipo de roupa que vestem é mais do que ultrapassado. O que importa é que ela seja macia e confortável.

Emoções saudáveis: deve-se mostrar à criança que quando se está triste, chora-se; se frustrada, deve procurar solução com argumentos reais, e que, para cada situação emocional, existe um ou mais comportamentos adequados. E isso tem tudo a ver com o exemplo aprendido com os pais, que devem ensinar baseados na prática coerente ao discurso.

Sexualidade: “Homens e mulheres têm a mesma intensidade de desejos e ambos possuem a capacidade de controlá-los. Isso não é incontrolável para o homem, assim como mulheres não vivem sem”, destaca Solange.

5 princípios na criação deles

1 – Ensine a importância do respeito e atenção às necessidades do outro.

2 – Evite usar palavras depreciativas para designar pessoas ou grupos sociais.

3 – Explique que pessoas sentem e veem a vida de formas diferentes, mas isso não tem a ver com o gênero feminino ou masculino.

4 – Em família, desmistifique o poder do mais forte nos quesitos físicos, emocionais ou financeiros.

5 – Ensine aos seus filhos o respeito a si mesmos e às particularidades de cada um.

Texto: Redação Alto Astral

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