Criança gordinha nem sempre é fofura! Conheça os riscos da obesidade infantil

Mais do que o aspecto físico, uma criança gordinha pode ter riscos graves de várias doenças. Saiba como evitar que seu filho sofra de obesidade infantil!

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Produtos industrializados contribuem para o aumento de obesidade infantil | Foto: Freepik

por Redação Alto Astral
Publicado em 21/07/2017 às 10:00
Atualizado às 13:41

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Hambúrgueres, cachorro quente, batata frita, refrigerantes e doces são inevitavelmente os alimentos preferidos de crianças e adolescentes. Mas essa combinação é perigosa e tem elevado os índices de obesidade infantil no Brasil e expondo os pequenos a riscos de gente grande. O amplo acesso a alimentos industrializados e o sedentarismo tem deixado muita criança gordinha. A médica nutróloga Liliane Oppermann explica como os pais podem reverter o quadro de obesidade nos filhos:

Riscos à saúde

Baixa auto-estima, problemas ortopédicos, infecções respiratórias e de pele são alguns dos prejuízos que o excesso de peso pode causar. Estudos mostram que uma criança obesa em idade pré-escolar tem 30% de chances de virar um adulto obeso. O risco sobe para 50% caso entre na adolescência gorda. “As células adiposas vão ficando cada vez mais recheadas de gordura até que estouram e se multiplicam”, explica Liliane.

Hora de mudança

Para que a criança gordinha consiga emagrecer, é preciso uma coisa: reeducação alimentar. Outros fatores como genética e sedentarismo podem contribuir para o aumento de peso das crianças, entretanto uma alimentação saudável é capaz de minimizar o ganho de peso. “A maioria das pessoas acha que fazer a criança entrar numa dieta é uma missão impossível, mas com a ajuda dos pais, dá pra aprender a comer bem em qualquer idade. Claro que, no caso de uma criança obesa, é necessário que toda a família se dedique para incentivá-la. É importante que os jovens vejam os pais e irmãos se alimentando de forma parecida ou poderão se sentir excluídos. Os pais devem motivar e também ingerir alimentos como verduras, frutas e legumes, servindo de exemplo para os filhos”, explica.

Pai comendo maçã junto com os filhos

Os pais devem servir de exemplo e incentivar as crianças | Foto: Freepik

Menos guloseimas

A especialista destaca a importância de se estabelecer horários para as refeições e reduzir o consumo de alimentos muito calóricos e pouco nutritivos, como salgadinhos, bolachas recheadas e lanches fast foods. “Vale lembrar também, que a restrição alimentar das crianças não é similar a dos adultos. Uma reeducação alimentar é mais adequada do que restringir completamente certos alimentos”, reforça Liliane. Outra dica eficaz é fazer das refeições  saudáveis um momento de diversão para a criança. “Aposte em pratos coloridos, que possuam sabores e texturas diferentes. Inove. Crie personagens fictícios com os alimentos. Se necessário, dê nomes as verduras, legumes e frutas”, orienta.

O que a criança gordinha deve comer?

Vale ressaltar que ingerir apenas frutas, legumes e vegetais não resolve o problema. É necessário encontrar o equilíbrio da dieta. A nutróloga recomenda que a criança
consuma, pelo menos, um alimento de cada um dos três grupos abaixo, em cada refeição:

  • ALIMENTOS REGULADORES: ricos em vitaminas, minerais e fibras, facilmente encontrado nas frutas, verduras e legumes.
  • ALIMENTOS ENERGÉTICOS: são os responsáveis por fornecer energia ao organismo. Fontes de carboidratos, como: massas, cereais, batata, mandioca, farinhas, etc.
  • ALIMENTOS CONSTRUTORES: ajudam a construir a musculatura do corpo. Proteínas, cálcio e ferro, facilmente encontrados nas carnes em geral, leites e derivados, ovos e leguminosas, como soja, feijão e ervilha etc.

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