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Natal e Réveillon: como se proteger do coronavírus nas festas de fim de ano

Especialistas explicam quais são os cuidados necessários para se proteger do coronavírus nas festas de fim de ano. Saiba mais!

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Foto: Shutterstock

por Milena Garcia
Publicado em 22/12/2020 às 20:00
Atualizado às 20:00

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Natal e Ano-Novo são sinônimos de muitos encontros, comemorações e reuniões familiares, certo? Entretanto, com a pandemia da Covid-19, tudo será um pouco diferente desta vez. Isso porque as tradicionais festas de fim de ano podem contribuir (e muito) com a propagação do coronavírus – devendo ser evitadas. O infectologista Guenael Freire e o clínico-geral Diogo Umann listaram as principais recomendações de saúde para se proteger da doença.

“A melhor opção, realmente, é não se reunir e continuar com a interação social virtual. Estamos com vacinas em um horizonte próximo e, ao longo de 2021, é possível que a pandemia acabe. Já que falta tão pouco tempo, será que não seria interessante fazer um sacrifício a mais e não interagir presencialmente, não aglomerar, para podermos ficar mais tranquilos no ano que vem?”, alerta o infectologista. Saiba mais!

Cuidados contra o coronavírus nas festas de fim de ano

Natal e Réveillon: como se proteger do coronavírus nas festas de fim de ano
Foto: Shutterstock

Possíveis consequências

A previsão dos médicos é que as festas de fim de ano sejam responsáveis por gerar um aumento significativo dos casos de coronavírus no Brasil e no mundo. As comemorações de Natal e Réveillon como estamos acostumados incluem aglomerações familiares ou entre amigos, locais fechados e ausência do uso de máscaras; fatores que facilitam a contaminação.

“A expectativa é de que duas semanas após as festas de fim de ano já ocorra uma sobrecarga no sistema de saúde, pois muitas pessoas podem contrair a Covid-19 ao mesmo tempo”, afirma Guenael.

Cuidados necessários

Tendo em vista as consequências, o ideal seria evitar os encontros presenciais para as celebrações do final do ano. Porém, para quem optar por seguir com as festividades, inclusive por motivos de saúde mental desencadeados pelo isolamento social, existem alguns cuidados preventivos para amenizar os riscos… Todos a serem combinados com antecedência entre os participantes. Confira!

Quantidade reduzida de pessoas

O infectologista explica que um encontro com mais de 5 pessoas presentes já pode ser considerado uma aglomeração, especialmente em espaços pequenos. Por isso, quanto menos convidados estiverem nas celebrações, todos isolados nas 2 semanas anteriores, melhor. Estudos também indicam que a duração dos eventos interfere na transmissão do vírus, portanto, a dica é mantê-los no máximo entre 30 minutos e uma hora.

“Se for fazer alguma confraternização de Ano-Novo, procure reunir apenas as mesmas pessoas que passaram o Natal ao seu lado. Lembrando que o grupo deve ser o menor possível e incluir apenas quem já faz parte do seu círculo de convivência diário”, acrescenta o clínico-geral.

Uso de máscaras

Especialmente se for comemorar com pessoas que não moram na sua casa, o uso de máscaras é indispensável contra o coronavírus nas festas de fim de ano. “A máscara não zera o risco, mas reduz, desde que todos estejam utilizando. Ela evita que a pessoa contaminada emita gotículas pelo ar. Sempre cobrindo totalmente o nariz e a boca, retirando apenas para se alimentar”, destaca Guenael.

Locais abertos

Que tal trocar a tradicional reunião no sofá da sala por uma comemoração ao ar livre, no quintal ou jardim, por exemplo? Essa é outra dica dos especialistas para evitar a transmissão do coronavírus nas festas de fim de ano. Além disso, vale manter as cadeiras espaçadas umas das outras (no mínimo 1 metro e meio de distância), evitar abraços, beijos, falar alto ou cantar.

Atenção à ceia

Durante a ceia, vale redobrar os cuidados com todos os utensílios utilizados pelos convidados, como copos, pratos e talheres. “Você pode colocar cores diferentes para identificar as taças, por exemplo, para a pessoa saber qual é a dela, e não trocar com outra por engano”, aconselha o infectologista.

“Você também pode deixar os pratos montados com apenas um indivíduo servindo, obviamente, usando máscara e tomando todos os cuidados. Lembrando que as pessoas não devem se aproximar dos pratos das outras, nem ficar falando perto deles”, complementa.

Convívio domésticoe viagens

Em muitos casos, as pessoas costumam visitar parentes ou viajar para outras localidades e, assim, passam alguns dias convivendo todos na mesma casa durante as celebrações. Nesse contexto, o melhor é tomar cuidado para que cada família durma em quartos separados, evitando os longos períodos de proximidade. E, se possível, cuidando para que as pessoas que não vivem na mesma casa não compartilhem o banheiro.

“Os governos estaduais costumam manter bancos de dados públicos com os locais de maior risco. Assim, caso você vá se reunir em outra cidade, verifique primeiro se ela está na zona de risco. E, se for receber alguém de outra localidade, faça também essa checagem. Considere desfazer os planos caso envolvam zonas de risco”, indica Diogo.

Grupos de risco

Infelizmente, indivíduos com mais de 65 anos e/ou que pertençam ao grupo de risco do coronavírus (gestantes, hipertensos, diabéticos, asmáticos, fumantes…) não devem comparecer às festas de fim de ano em hipótese alguma. Por mais difícil que seja se manter afastado da família e pessoas queridas, essa medida é indispensável para a proteção contra a doença.

Além disso, quem estiver sentindo qualquer sintoma do vírus, mesmo que leve, também deve ficar de fora das celebrações deste ano. Os principais são tosse, febre, dor de garganta, coriza, dor muscular, diarreia e, em alguns casos, perda do paladar e olfato.

“É um pequeno sacrifício, mas pode evitar que pessoas que você ama precisem de assistência médica e encontrem um sistema de saúde sobrecarregado. É muito triste ver alguém querido precisando de oxigênio e de ventilação mecânica por conta dessa doença”, finaliza o infectologista. A responsabilidade está nas suas mãos!

Consultoria: Guenael Freire, infectologista, de Belo Horizonte (MG); Diogo Umann, clínico-geral e diretor médico da iMEDato | Texto: Milena Garcia | Edição e entrevistas: Renata Rocha

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