Contra o câncer: o que comer e o que evitar para ficar longe desse mal

Muitos dos aditivos químicos são associados ao desenvolvimento de tumores. Assim, evitá-los também é fator de prevenção contra o câncer. Mas será possível?

None
Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 12/12/2016 às 13:38
Atualizado às 12:56

COMPARTILHEShare to WhatsappShare to FacebookShare to LinkedinShare to TwitterShare to Pinteres

Você sabe qual é a grande diferença dos alimentos industrializados comparados aos naturais? Os primeiros têm em sua composição ou preparo um grande número de substâncias químicas, que ajudam em sua conservação. “Os aditivos alimentares são substâncias adicionadas pela indústria aos alimentos com o objetivo de conservar, intensificar ou modificar suas propriedades”, diz a nutricionista Fernanda de Campos Prudente Silva, da Clinonco – Clínica de Oncologia Médica. O problema é que esses itens bônus não agregam valor nutricional e ainda podem causar danos à saúde.

criança bebendo refrigerante

Foto: Shutterstock

Mundo químico

Essas substâncias não são poucas e estão realmente em quase tudo o que consumimos. “Dentre elas podemos citar, além dos aditivos alimentares, agrotóxicos, metais tóxicos, substâncias migrantes de embalagens plásticas, detergentes, poluentes, fumaça de carvão, etc. Tais substâncias são absorvidas pelo organismo, assim como princípios ativos químicos de medicamentos e nutrientes de alimentos”, afirma a nutricionista.

Mas por que elas fazem mal?

“Porque são capazes e alterar a atividade hormonal ao se ligarem a receptores hormonais específicos e imitar suas funções. Com isso, podem estimular ou inibir a produção ou transporte de hormônios. Essas substâncias também potencializam a produção de radicais livres, que por si só atuam desregulando todo o organismo”, explica Fernanda.

O caso do caramelo 4

Um estudo divulgado pelo Center for Science in the Public Interest aponta que, no Brasil, o principal refrigerante à base de cola contém 66 vezesmais substânciassuspeitas de seremcancerígenas do que a mesma bebida nos Estados Unidos. A explicação é que as leis que regulam esse mercado são diferentes nos dois países. “É o mesmo caso de alguns medicamentos aprovados e comercializados por lá e aqui não são liberados e permitidos”, compara a nutricionista.

Mas o problema dos refrigerantes no Brasil é o uso do 4-metil-imidazol (4-MI), subproduto presente no corante Caramelo IV, classificado como possivelmente cancerígeno. Ele está presente em grandes quantidades no citado produto e em muitos outros (inclusive algumas bebidas energéticas), por isso, a leitura atenta dos rótulos deve ser uma regra para quem se preocupa com a própria saúde.

“Além disso o sistema de tratamento da água no Brasil, que é base para produção dessas bebidas, não está equipado para retirar algumas moléculas, como as de hormônios e resíduos de medicamentos que ingerimos.

Ao urinar, o indivíduo excreta resíduos de medicamentos e hormônios (no caso de mulheres que usam pílulas anticoncepcionais ou fazem reposição hormonal) que vão parar em estações de tratamento de água, que por sua vez, não conseguem filtrá-los. Dessa forma, quando ingerimos essa água filtrada ou mesmo na forma de refrigerante, ela está contaminada com esses resíduos de medicamentos e hormônios”, alerta a nutricionista.

Evite

Desse modo, a grande questão é: como fugir ou administrar o teor de aditivos na alimentação? “O ideal é ingerir alimentos frescos, preparados em casa e não-industrializados. Dar preferência a frutas, verduras e legumes orgânicos, sempre que possível, pois são isentos de agrotóxicos, e ficar atento às carnes consumidas, já que carnes vermelhas e frangos são ricas em hormônios.

Além disso, é muito importante não usar embalagens plásticas e a base de alumínio para armazenar os alimentos, pois os plásticos contêm ftalatos e bisfenol A, substâncias que passam para os alimentos e agridem a saúde”, aconselha Fernanda.

LEIA TAMBÉM:

Consultoria: Fernanda de Campos Prudente Silva, nutricionista da Clinonco – Clínica de Oncologia Médica

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

Ao assinar nossa newsletter, você concorda com os termos de uso do site.