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Conheça os estágios da retinopatia diabética

A retinopatia diabética é um problema derivado do diabetes, que pode afetar gravemente a visão do paciente, levando até a cegueira. Saiba mais sobre ela!

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por Redação Alto Astral
Publicado em 09/08/2016 às 19:48
Atualizado às 21:01

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A retinopatia diabética é uma enfermidade que ataca os pequenos vasos do organismo e é exclusiva de pacientes diabéticos. “Com o passar dos anos, o paciente tem as pequenas veias e artérias machucadas e com isso elas perdem a capacidade de levar o sangue para os tecidos, começam a deixar sair gorduras e líquidos através de seus poros e geram pequenos infartos dentro dos olhos. Tudo isso causa baixa visão e até mesmo cegueira, quando não tratado adequadamente ou no tempo correto”, diz Luis Felipe da Silva Alves Carneiro, oftalmologista com mestrado em educação em diabetes.

teste de glicose no sangue

Foto: Shutterstock Images

A retinopatia diabética, assim como a maioria das doenças, não deixa o paciente cego de um dia para o outro. O que acontece é que muitas vezes os pacientes não descobrem essa lesão a tempo e quando vão ter seus olhos examinados já se encontram em uma fase avançada da doença. Existem várias classificações para a doença, mas o Conselho Internacional de Oftalmologia (ICO) criou em 2002 uma classificação direcionada ao profissional não oftalmologista, fácil e simples, que pode ser entendida e guardada por todos.  Eles dividiram a retinopatia em:

Ausência de retinopatia diabética aparente

Esse é o paciente que possui diagnóstico de diabetes, mas ainda não tem lesão. Deve ter o seu fundo de olho acompanhado em intervalos regulares de um a dois anos ou a critério do médico assistente.

Retinopatia leve

Esse é o paciente que apresenta lesões discretas, apenas microaneurismas e discretas hemorragias. Nessa fase, se o paciente controlar bem os fatores de risco e a glicemia, as lesões podem regredir e ele volta ao estado de ausência de retinopatia diabética aparente. Deve ter o seu fundo de olho acompanhado em intervalos regulares de um ano ou a critério do médico assistente.

Retinopatia moderada

Esse é o paciente que apresenta lesões difusas em todo o fundo de olho, incluindo vários tipos de hemorragias e aneurismas. É um estágio bastante variável e que também pode regredir ao estado de ausência de retinopatia diabética aparente, quando o paciente atinge o controle glicêmico. O paciente deve ter o seu fundo de olho acompanhado em intervalos regulares de no máximo nove meses ou a critério do médico assistente

Retinopatia severa

Esse é um estágio grave da doença que gera baixa de visão e normalmente necessita de tratamento. As lesões incluem aneurismas, hemorragias, más formações vasculares e vasos em rosário. Podem ocorrer pré-neovasos. Normalmente o tratamento pode ser realizado com fotocoagulação a laser e injeções de ANTIVEGF (antifator de crescimento endotelial vascular, que reduz os vasos anômalos e diminui as hemorragias). O paciente deve ter seu fundo de olho examinado em intervalos de três a seis meses ou a critério do médico assistente.

Retinopatia proferativa

Esse é um estágio muito grave da doença que tem grandes chances de levar o paciente à cegueira. Sempre necessita de tratamento, seja com laser, injeções ou cirurgias múltiplas. As lesões incluem aneurismas, hemorragias, más formações vasculares, vasos em rosário, neovasos, fibrose e descolamento da retina por tração. O paciente deve ter seu fundo de olho examinado em intervalos máximos de três a quatro meses ou a critério do médico assistente.

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Como descobrir?

O exame do fundo de olho é a maneira como o médico oftalmologista consegue examinar a retina do seu paciente diabético e avaliar se existe ou não a lesão dos vasos sanguíneos. É necessário pingar o colírio para dilatar a pupila para que possa ser bem realizado.

Consultoria: Luís Felipe da Silva Alves Carneiro, médico oftalmologista com mestrado em educação em diabetes