ESTILO DE VIDA

Conheça a história de Cris Guerra, criadora do blog Para Francisco

Cris Guerra ficou famosa ao escrever o livro Para Francisco e hoje é um exemplo de mãe guerreira. Saiba mais sobre essa história emocionante!

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Cris Guerra faz questão de passar os valores em que acredita para o filho | FOTO: Reprodução

por Redação Alto Astral
Publicado em 23/06/2017 às 11:57
Atualizado às 13:04

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Cris Guerra começou sua trajetória na internet em 2007, após ficar viúva pouco tempo antes de dar à luz Francisco. A ideia era deixar registrado lembranças do namorado para que um dia seu filho pudesse ler e saber quem foi o pai que ele nunca conheceu. O tempo passou, o blog virou livro e logo mais será adaptado para o cinema. Cris também se reinventou e hoje, além de maternidade, também fala sobre estilo, no blog Hoje Vou Assim, em que posta looks diários e defende a moda intuitiva. A publicitária contou detalhes de sua relação com Fran – modo carinhoso como ela chama o garotinho de 10 anos − e ainda deu dicas para as mulheres que vivem o desafio de ser mãe!

Para Cris Guerra, o que é ser mãe do Francisco?

“Ser mãe do Francisco, na situação em que foi, me permitiu conhecer tantos potenciais que eu tinha, que parece que foi o Francisco quem fez que eu nascesse. Eu falo isso repetida vezes. Como eu me vi diante de uma grande alegria, que era a vinda dele, mas também de uma grande perda, que era a morte do pai dele, eu tinha que ter o amor pelo meu filho, mas também lutar muito por mim. A mensagem, então, que sempre passo para as mães, é que temos que sempre cuidar de nós mesmas, pois isso é bom até para o filho. Ficamos inteiras para ser mãe.”

Você já falou que atualmente é uma “mãe mais chata”. O que você quer dizer com isso?

“No começo, queria comprar o melhor brinquedo, porque não queria que faltasse nada para ele, pois a falta do pai já era algo muito grande. Mas depois fui aprendendo. Ele é um menino que tem aprendido todas as batalhas. Eu não finjo forças para ele hora nenhuma. Acho que, assim como a criança vai pra escola e aprende, nós também aprendemos em como ser mãe daquela criança. Com o tempo a gente vai entendendo. E ele vai aprendendo com as minhas batalhas o que é, de fato, a realidade.”

Em que momento o Francisco soube sobre o livro?

“Desde os quatro, cinco anos… Ele acha legal, as pessoas conhecem ele e tal. Mas ele se cansa um pouco do assunto. Recentemente, ele começou a ler e parou. Mas acho que a linguagem ainda é sofisticada para ele. Ele tem só 10 anos, eu faço muitas metáforas… Vou deixar para depois, e esperar que ele se interesse.”

Cris Guerra e Francisco

Cris Guerra faz de tudo para ver Francisco crescer saudável e feliz | FOTO: Reprodução

Quais são as dicas que você aplica na educação do Francisco e poderia contar para outras mães, Cris Guerra?

“É uma coisa que eu não fiz, mas acho muito legal. É aproveitar essa onda de minichefs e estimular a criança a ter contato com a cozinha. Quando o Fran fez bolo comigo foi muito legal para ele se aproximar desse universo. É importante também estabelecer momentos para passar ao lado da criança, nem que seja para fazer um cafuné e contar uma história. Outra coisa é que uma criança não pode ser o centro da casa, ela precisa fazer parte da dinâmica do lar. Foi aí que estabeleci alguns deveres para o Francisco. É importante colocar essas tarefas. Além disso, converse com seu filho, seja sincera com ele, diga dos seus medos, suas preocupações, das coisas que você não sabe… Ele não vai poder ajudar você, mas ele vai saber que você é uma pessoa humana, e isso vai fazer com que ele se torne mais humano e não busque muito a perfeição”

Cris Guerra, o que você espera para o futuro do Francisco?

“A gente está num momento do país muito difícil, não sabemos o que esperar. Mas ele vem de uma geração que traz muitas coisas novas. É um mundo em que você não precisa ter carro para andar de carro, não precisa ter todos os discos para ouvir as melhores mú- sicas, um mundo em que você tem acesso a muitas coisas, sem precisar ter muitas coisas. Acho que isso também é um privilégio. Espero que ele possa deixar a contribuição dele para essa geração. E quero que ele seja um adulto que saiba o que quer, que é a coisa mais difícil da vida! Se ele souber o que quer e assumir um compromisso com ele, com as expectativas dele, vai ser um menino feliz.”

Qual seu recado para as mães que tiveram que criar seus filhos sozinhas?

“O meu conselho é: pensar no seu filho sim, mas não só no seu filho. Pensar em você também como um combustível essencial para a felicidade dele. Se você não for feliz, vai ser difícil ele ser feliz. Você precisa ter estímulo e entusiasmo para criar um filho. Não deixe de cuidar de você, de buscar aquilo que faz bem para você.”

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