Como as emoções interferem no peso? Entenda!

As emoções interferem no peso quando estão descontroladas, pois o indivíduo vê no alimento uma forma de minimizar tal descontrole!

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As emoções interferem no peso e dificultam o processo de emagrecimento Foto: shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 13/09/2017 às 11:00
Atualizado às 11:00

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As emoções interferem no peso porque influenciam a maneira como as pessoas enxergam a comida. O corpo é o reflexo do que existe dentro da pessoa e essa imagem está atrelada às emoções. As mulheres, por exemplo, estão cansadas de saber o que devem ou não comer para não engordar, mas o inconsciente grava emoções que levam a ingerir gordura, mesmo sem querer ou precisar. Medo, insegurança, tristeza, angústia são sentimentos que geram uma necessidade de proteção e o inconsciente entende que, com a ingestão de gordura, o contato com o mundo exterior fica mais distante. Abaixo, você confere alguns problemas emocionais que podem levar ao aumento de peso ou a impedir que a pessoa emagreça.

Compulsão alimentar

Pessoas que comem não por fome, mas que o fazem por ansiedade, apressadamente, ingerindo grandes quantidades de alimento num período curto, sentindo-se depois arrependidas ou culpadas. De repente, começam a comer e não param mais, a não ser quando estão empanturradas, cansadas ou com mal-estar.

mulher sozinha

Quando a depressão estiver presente em algum grau no candidato a emagrecimento, deverá ser tratada prioritariamente Foto shutterstock.com

Depressão

Afeta a pessoa como um todo. Pessoas que estão deprimidas tem, entre outras, uma alteração no comportamento alimentar para mais (ou para menos) que pode levá-las a engordar. Há queda da motivação para a dieta,  autodepreciação e pessimismo.

Ansiedade

É o “vilão” número 1 das dietas alimentares. Apresenta-se em diversas formas (pânico, fobia social, ansiedade generalizada, fobias, stress pós traumático, fobias específicas, etc ). Pessoas tensas, excessivamente preocupadas, com pânico, com medos diversos, podem encontrar no alimento uma fuga para seus males, para um estado interno de desconforto.

Dificuldades sexuais, conjugais ou afetivas

É sempre importante verificar o que se esconde por trás de uma obesidade ou excesso de peso. A gordura pode servir como “escudo” para evitar relacionamentos, não assumir a própria sexualidade ou mesmo como forma de “rebelião passiva” a situações conjugais conflituosas.

Estresse

É comprovado que o estresse tem influência sobre o peso corporal, seja pelo aumento do cortisol circulante ou pelo aumento da quantidade de comida ingerida, que passa a atuar inadequadamente como “mecanismo antiestresse”.

mulher

Se a compulsão estiver presente e não for tratada, inviabilizará todos os esforços da pessoa para emagrecer. Foto: shutterstock.com

Dificuldade de controle de impulsos

Pessoas impulsivas, que não conseguem adiar a gratificação imediata de um impulso em detrimento a uma gratificação a médio prazo, são mais vulneráveis a uma “sabotagem” em sua dieta.

Problemas de relacionamento

Dificuldades de relacionamento familiar e social  podem levar uma pessoa a atacar o prato de comida. Pessoas ansiosas, depressivas e estressadas, que se sentem rejeitadas ou sozinhas, que sofrem perdas ou passam por qualquer conflito emocional, como frustrações ou insatisfações, são as mais propensas a desenvolver a obesidade psicológica. Tais conflitos colaboram para que o indivíduo compense esses problemas aumentando o consumo de alimentos calóricos.

Tratamento

Para fazer as pazes com a balança, é fundamental estar em paz consigo mesmo.  O tratamento adequado não envolve somente a redução de peso, trata-se de uma mudança de comportamento que deve ocorrer de dentro para fora. Emagrecer é muito mais que fazer dietas, praticar exercícios e fazer uso de medicamentos. Consiste na firme disposição de modificar o estilo de vida. Uma educação gradual envolve mudança dos hábitos alimentares, estrutura emocional, manutenção de um peso adequado, e não simplesmente reduzir as calorias por determinado tempo.

Fonte: Cristiane Moraes Pertusi, doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano pela USP

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