ESTILO DE VIDA

Como controlar alergias!

Quem tem alergia não precisa conviver com os sintomas. É possível tratar e até mesmo curar o problema, desde que o tratamento seja iniciado rapidamente.

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por Redação Alto Astral
Publicado em 16/08/2016 às 20:20
Atualizado às 21:00

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Ninguém precisa conviver com os incômodos de uma alergia. Segundo o alergologista João Negreiros Tebyriçá, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia: “as doenças respiratórias alérgicas têm, sim, tratamento, e muito eficaz, que promove um controle adequado e, às vezes, até uma remissão total da doença. O quanto antes o tratamento for feito, mais eficaz é o resultado”, afirma.

Mulher, gripada, limpando nariz

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O que acontece no organismo?

“Alergia é a reação imunológica em que o indivíduo produz um tipo especial de anticorpo, denominado imunoglobulina E, ou IgE, direcionado a determinada proteína de origem animal ou vegetal”, explica o especialista. As alergias se instalam em pessoas com predisposição genética, à medida em que entram em contato com os alérgenos do ambiente. Quem tem um dos pais alérgicos tem de 35 a 50% de chances de desenvolver alergias. Já para quem tem ambos os pais alérgicos, o risco sobe para 75%.

Alergia a quê?

Existem dois tipos comuns de exames para detectar a reação alérgica. “O mais comum, mais barato e imediato é o teste alérgico, em que uma gota do extrato dos alérgenos suspeitos é colocada na pele do paciente, e 15 minutos depois faz-se a leitura. Se houver uma reação semelhante a uma picada de inseto, é sinal de que está havendo liberação de histamina (substância envolvida em respostas imunológicas) no local e o resultado é positivo”, informa Tebyriçá. O outro exame é o de sangue, realizado em laboratório.

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Tratamento

É importante assim que surgirem os primeiros sintomas da alergia, que o paciente vá ao médico: “identificam-se os fatores causadores da alergia e o tratamento pode abranger uso de corticoides nasais e para os pulmões, bronco dilatadores e, eventualmente, outros medicamentos, como os anti-histamínicos, de acordo com a gravidade do problema”, lista o alergologista.

Tem cura?

Para o especialista, a remissão total da doença pode ser considerada a cura da alergia. “A palavra ‘cura’ às vezes é mal entendida. Se for compreendida como a pessoa não ser mais alérgica, então não há cura, pois uma vez que a alergia é desenvolvida, ela permanece com o paciente, não há como ‘desfazer’ a alergia. Mas, quando se faz o tratamento correto e os sintomas alérgicos desaparecem durante anos, é possível dizer sim, que houve a cura”, opina.

Sujeira saudável!

A falta de contato com micro-organismos no início da vida favorece o desenvolvimento de alergias. Atualmente, o número de pessoas com alergia no país é duas vezes maior do que na década de 80 – e a hipótese é que as crianças vivem em ambientes excessivamente limpos, sem contato com micro-organismos que estimulam o sistema imunológico. Quando as crianças entram em contato com certos micróbios, o organismo cria anticorpos e desenvolve a imunidade. Por isso, é tão importante que os pequenos convivam com a natureza, brincando em parques e com bichos de estimação. Os anticorpos criados nesse período vão proteger o organismo durante a vida toda.

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Consultoria João Negreiros Tebyriçá, alergologista e presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia