Comidas para bebê: aprenda como compor um prato rico com receitas fáceis

As comidas para bebê devem englobar os cinco principais grupos de alimentares. Confira as melhores combinações para as refeições do seu filho

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Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 21/01/2021 às 15:00
Atualizado às 15:00

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Agora que seu filho está crescendo e a fase de amamentação foi superada é hora de começar uma nova rotina. Após um longo período se alimentando exclusivamente de leite, inserir no dia a dia comidas para bebê é essencial. “Começar a comer alimentos sólidos é um marco na vida da criança. Conhecer novas consistências e sabores”, diz a nutricionista Andressa Perez, especialista e mestranda em ciências da pediatria pela Universidade Federal de São Paulo.

Em média, a partir da metade do primeiro ano de vida, o bebê já apresenta sinais que está pronto para receber o alimento e a família deve ser paciente e cuidadosa nesse momento de tantas novidades. O preparo da refeição ou papinha, como culturalmente conhecemos, deve ser composto por alimentos naturais sem a adição de sal ou temperos industrializados.

A nutricionista nos explica que o termo “papa” é uma referência à consistência da comida e não à sopa que conhecemos, feita pelas gerações passadas. “Essa mistura de ingredientes impede a apresentação do sabor real de cada alimento e acarreta em prejuízos na formação do paladar e no treino da mastigação do bebê”.

De acordo com o recente “Guia Alimentar Para Crianças Menores de 2 Anos”, o alimento deve ser oferecido na sua forma natural, amassado com o garfo, raspado ou em pedaços pequenos (formato de tiras).

As comidas para bebê devem ser compostas pelos cinco grupos de alimentos

Cereais e tubérculos: Batata, Mandioquinha, Cará, Inhame, Arroz, Milho (espiga), Macarrão**, Mandioca, Batata doce, Quinoa;

Leguminosas: Feijão, Ervilha, Lentilha, Grão-de-bico;

Legumes: Cenoura, Chuchu, Abóbora, Abobrinha, Beterraba, Tomate*, Vagem, Berinjela, Jiló, Quiabo;

Verduras: Espinafre, Couve, Brócolis, Acelga, Alface, Escarola, Agrião, Repolho, Couve-flor;

Proteína animal: Carne bovina, Frango, Peixe, Carne suína, Ovo inteiro.

As recomendações da nutricionista é que nesse período os alimentos sejam oferecidos separadamente, não sendo necessário o uso de liquidificador, peneira ou centrifuga. Ela reforça que o bebê precisa conhecer a textura e o sabor original do alimento e a indicação é do uso de temperos naturais como alho, cebola, salsa e manjericão. “O sal deve ficar longe da refeição do bebê nesse período”, complementa.

O preparo das comidas para bebê devem ser em local higienizado e o armazenamento em utensílios tampados, na geladeira ou no freezer. Uma boa ideia é investir em legumes feitos no vapor ou assados, e a verdura, cozida e bem picadinha. A proteína vegetal e animal pode ser oferecida desde a 1° refeição da criança, porém mais desfiada e úmida. A consistência deve ser evoluída gradativamente para que a criança seja capaz de comer a comida da família com um ano de idade.

O bebê será o guia da quantidade a ser consumida devido a sua auto regulação de fome e saciedade, por isso o cuidador precisa estar atento e observar o comportamento da criança a mesa. “Não adianta servir a refeição quando o bebê está com sono ou quando quer mamar. O ideal é que esteja num ambiente tranquilo e seguro, com palavras de incentivo e carinho”, reforça a nutricionista

Algumas sugestões de combinações para a refeição do bebê

  • Frango, mandioquinha, chuchu, espinafre e lentilha
  • Arroz integral, feijão, abobrinha, ovo e couve
  • Arroz, beterraba, peixe e grão-de-bico
  • Quinoa, ervilha, abóbora e fígado
  • Macarrão, carne bovina, brócolis, tomate e ervilha
  • Frango, feijão, berinjela, inhame e escarola
  • Mandioquinha, cenoura, ervilha, ovo, acelga
  • Arroz, feijão, abóbora, carne bovina e alface
  • Batata-doce, beterraba, peixe, grão de bico e escarola
  • Mandioca, abobrinha, carne bovina, feijão preto e couve
  • Batata, cenoura, ervilha, fígado e repolho
  • Cará, quiabo, lentilha, frango, acelga

Texto: Vítor Ferreira | Edição: Mariana Oliveira

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