Comida: por que às vezes descontamos tudo nela?

Seu cérebro ajuda a explicar por que muitas vezes descontamos todas as nossas frustrações na comida. Saiba como se dá esse processo na nossa mente

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FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 16/09/2016 às 16:13
Atualizado às 11:51

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Como cada um tem suas preferências, a mente trabalha de forma particular no processo que envolve a fome e a ingestão de comida. No entanto, se essa é uma questão essencial para a sobrevivência, por que algumas pessoas não possuem autocontrole e escorregam na alimentação?

Comida: por que às vezes descontamos tudo nela?

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Ação da comida no cérebro

Quando controlado, cada alimento age de uma maneira na mente e no organismo. Entretanto, a partir do momento em que se consome compulsivamente, de modo geral, eles passam a ativar uma área específica do cérebro: o sistema de recompensa. “A região é ativada por substâncias presentes nos alimentos, nas drogas e no próprio corpo (como hormônios e neurotransmissores, principalmente a dopamina) e que são liberadas quando passamos por momentos de excitação e alegria”, explica a psicóloga Ana Paula Magosso Cavaggioni.

Além disso, esse processo está ligado ao prazer, que gera a sensação de dependência, fazendo com que o indivíduo recorra sempre a essa válvula de escape. “Essa ação dá origem a uma espécie de vício – como drogas, jogos, sexo, compras ou comida. Assim, o sujeito repete a situação que causou a sensação de bem-estar, especialmente mediante circunstâncias negativas”, descreve Ana Paula.

A vertente emocional é uma das que tentam explicar o que ocorre nesses casos. Engana-se quem pensa que nunca esteve perto desse cenário. Afinal, quando criança, quem nunca ouviu as frases: “só tem sobremesa se comer tudo” e “olha que criança comportada, vai ganhar um sorvete”.

“No treinamento de neuroemagrecimento, descobrimos e identificamos crenças e hábitos ligados à recompensa por alimentos. Desde criança somos treinados para recebê-los como prêmio. Isso cria uma série de ligações emocionais com a comida, o que vem a influenciar, no futuro, no que chamamos de fome emocional”, ressalta William Ferraz, master coach especialista em neurolinguística e inteligência emocional.

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Texto: Vitor Manfio/Colaborador – Edição: Victor Santos
Consultorias: Ana Paula Magosso Cavaggioni, psicóloga; William Ferraz, master coach especialista em neurolinguística e inteligência emocional do Instituto IDEAH, em São Paulo (SP).

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