ESTILO DE VIDA

Como colocar limites na criança que quer resolver tudo com brigas?

Colocar limites na criança que possui um temperamento agressivo nem sempre é uma tarefa fácil. Por isso, a psicanalista Elizandra Souza dá algumas sugestões

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Foto: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 08/06/2017 às 20:04
Atualizado às 13:01

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O pequeno grita, xinga, chuta e bate o pé para ter a sua vontade atendida… Quem nunca viu essa cena em casa provavelmente já presenciou algo parecido na rua. Por que é tão difícil colocar limites na criança que, bem novinhas, já age de forma tão agressiva?

Começa em casa

– De acordo com a psicanalista Elizandra Souza, a agressividade é uma forma natural de expressão da criança, algo que nasce com cada um.

– “Nós aprendemos a controlar a agressividade com o aprendizado dado pelos pais e pela sociedade, os famosos limites que atualmente são tão negados”, explica a especialista.

– “Isso significa que, ao dar limites para os filhos, os pais não estão somente proibindo algumas ações, mas também permitindo que a criança elabore formas de comportamento mais aceitáveis e respeitáveis socialmente”, completa.

Fora de controle

– Quando uma criança bate, morde e se joga no chão, as pessoas à volta se sentem incomodadas e tendem a questionar: “onde estão os pais?”.

– Essas atitudes são socialmente inaceitá- veis e não podem ser consideradas normais pelos responsáveis pelo pequeno irritado.

– “A maior dificuldade é que muitos pais acham isso normal e não dão as devidas broncas. Impor limites não é ser tirano ou ruim, ao contrário, é oferecer aos filhos a possibilidade de serem pessoas melhores”, reforça Elizandra.

Colocando limites na criança

– Para a psicanalista, os pais tendem a ser permissivos e não valorizam seu papel.

– “Acham que ao dizer ‘não’ para o filho vão frustrá-lo ou impedir sua liberdade. Acontece que ninguém nasce sabendo o que é certo ou errado. Quem dá esse contraponto são os pais ou aqueles que cuidam dele”, enfatiza.

– Assim, a dica mais importante é dizer “não” sempre que necessário, sem esperar que o pequeno aprenda sozinho.

– Outro conselho é colocar as regras no dia a dia, pois a criança reproduz na rua o seu comportamento em casa.

– Para começar, os pais devem ser firmes com relação a horários, lugares para brincar e arrumação da bagunça, afinal, os filhos devem respeitar o que os pais decidem.

Quando procurar ajuda

– Se mesmo tentando impor limites na criança, os pais não conseguem controlar a agressividade do filho, é hora de consultar um psicólogo.

– A orientação também serve para quando pai e mãe não concordam com as decisões relacionadas à educação dos pequenos.

– Elizandra lembra que o importante é não deixar o problema se arrastar. Quanto mais cedo o processo de tratamento se inicia, mais rápidos serão os resultados.

– “Em muitos casos, não só as crianças precisam de acompanhamento, mas os pais também. Vale lembrar que eles têm questões particulares que acabam interferindo no relacionamento do casal ou com a criança”, alerta.

Por toda vida?

– Quando a agressividade não é controlada na infância, é possível que os pais tenham que lidar com problemas cada vez maiores.

-“A agressividade a partir da adolescência é muito mais destrutiva, pois os pais nem sempre estão por perto, a força é maior e a capacidade de elaboração (de intenção) também é maior”, destaca a psicanalista.

– Ela explica que os limites não dados na infância geram o pensamento da impunidade. E os jovens que cresceram em um ambiente desregrado não costumam respeitar as normas e as leis da sociedade.

– “As consequências vão desde o uso exagerado de bebidas alcoólicas até a agressividade física contra pais, amigos, etc”.

Texto: Redação Alto Astral

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