Cirurgias plásticas precoces: por que esses procedimentos devem ser evitados

Muitas vezes os adolescentes optam por realizar procedimentos cirúrgicos para atingir seus objetivos. Saiba por que essa não é a melhor opção!

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Apostar em cirurgias plásticas precoces pode ser arriscado pois o corpo do adolescente ainda está em desenvolvimento. FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 17/08/2017 às 09:00
Atualizado às 14:01

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As mudanças do corpo na adolescência são naturais, mas muitas vezes não são bem aceitas pelos jovens. A insegurança dessa fase é responsável por causar uma série de problemas de autoestima, que podem refletir de forma negativa nos adolescentes. Por isso, alguns deles recorrem às cirurgias plásticas precoces que podem ter consequências futuras negativas. Uma das maneiras de enfrentar esse problema é procurar especialistas que possam ajudar esses jovens!

Ajuda profissional

O hebiatra, mais conhecido como médico de adolescentes, é responsável por auxiliar o jovem a compreender sobre as fases do desenvolvimento corporal. A especialidade é focada nesta fase da vida, que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), vai dos 10 aos 20 anos. A hebiatra Roberta Machado Bozzetti Cintra, explica que o médico tem o objetivo de trabalhar essas necessidades. “A consulta com o hebiatra visa trabalhar a aceitação do corpo e explicar as diversas alterações que acontecem no período. Dependendo da faixa etária, com outros profissionais, não serão observadas e nem analisadas essas mudanças de forma dinâmica”, ressalta a hebiatra.

Cada vez mais cedo

Dados recentes do Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês) apontam que, entre 2015 e 2016, cerca de 200 mulheres com menos de 18 anos fizeram cirurgia íntima feminina, a labioplastia. Desse total, 150, o equivalente a 75% tinham menos de 15 anos. No Brasil, esse procedimento cresceu 250% em um ano.

É necessário ter paciência

A especialista ainda ressalta que as queixas estéticas são comuns e que nessa fase os adolescentes buscam sempre por resultados imediatos. Mas alerta para o risco de processos cirúrgicos. “Como o adolescente ainda não está com o corpo totalmente desenvolvido, alguns tipos de intervenção são arriscados, sob a pena de não apresentarem resultados satisfatórios no futuro. Mas cada caso deve ser analisado individualmente”, explica. “Por exemplo, a correção da orelha em abano, também chamada de otoplastia, é permitida na adolescência, mas a cirurgia íntima é muito precoce”. Roberta salienta que esses procedimentos devem ser feitos no fim da adolescência e início da fase adulta, para que o jovem tenha a certeza da necessidade e decidir com mais clareza se é viável ou não realizar qualquer tipo de cirurgiaplástica.

Texto: Redação Alto Astral | Consultoria: Roberta Machado Bozzetti Cintra, hebiatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos

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