Cientistas estão perto da cura do mal de Alzheimer

Bloqueio de proteína no sistema cerebral não deixa a doença se desenvolver

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por Redação Alto Astral
Publicado em 05/01/2015 às 16:12
Atualizado às 21:04

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A doença de Alzheimer, que mata pelo menos 60 mil pessoas por ano no mundo, pode estar perto de ter uma cura ou de ter seu quadro revertido. Isso porque cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, descobriram o motivo de seu desenvolvimento no cérebro e um caminho para evitar a doença.

Foto: Thinkstock e Getty Images

Foto: Thinkstock e Getty Images

Os cientistas descobriram que o mal de Alzheimer se desenvolve quando células do cérebro morrem devido ao mal funcionamento de outro tipo de célula, a micróglia, cuja função é realizar uma espécie de “limpeza” no órgão para evitar bactérias, vírus e outros depósitos perigosos. Segundo o estudo, a diferença entre os jovens e os pacientes que desenvolvem o mal de Alzheimer é que, em idosos, as células micróglias reduzem sua eficácia devido à ação de uma proteína chamada EP2.  

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Assim, os cientistas testaram em ratos o bloqueio da proteína EP2, que justamente faz com que a micróglia perca sua força. Com essa barreira, ela funcionaria normalmente e continuaria seu processo de aspirar substâncias que causem danos no sistema cerebral. E os resultados foram positivos!

Em entrevista ao site britânico The Telegraph, a professora de neurologia e ciências neurológicas da Faculdade de Medicina da Universidade de Standford, Dra. Katrin Andreasson, explicou que, no teste com ratos jovens, as micróglias mantiveram o seu funcionamento normal. Já nos ratos mais velhos,  a proteína EP2 conseguiu parar as células. Então, alguns dos animais foram geneticamente manipulados para  não ter a EP2, e assim, o Alzheimer não se desenvolveu. Nos casos em que a doença já tinham sido diagnosticada, ao se bloquear a proteína, o resultado foi o de reversão da perda de memória.

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Agora os cientistas já estão realizando estudos para produzir um composto que bloqueie a EP2 e que evite efeitos colaterais desnecessários. O estudo foi divulgado no Journal of Clinical Investigation.

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