ESTILO DE VIDA

Cerrado: conheça o pequi, baru e coquinho de buriti

As frutas do Cerrado podem contribuir com uma dieta saudável, saiba mais sobre as propriedades do pequi, baru e coquinho de buriti

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Foto: Stela Hard/colaboradora

por Redação Alto Astral
Publicado em 16/12/2016 às 12:53
Atualizado às 16:13

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Araticum, buriti, pequi, macaúba, cagaita, ingá, jatobá, mangaba, pitaya, pitomba. A lista de frutos típicos do Cerrado é extensa, assim como a de boas substâncias que carregam. “A maioria deles possui elevado valor nutricional se comparados com outras frutas, sendo riquíssimos em antioxidantes que previnem contra várias doenças. Sem contar que apresentam aroma, sabor e cor intensos e peculiares”, descreve a nutricionista Vanessa Franzen Leite. Saiba mais sobre alguns deles e como inclui-los no seu cardápio.

pequi

Foto: Stela Handa/Colaboradora

Cuidado com o espinho!

Consumido puro, misturado no leite, em conserva, em forma de geleia e até como parte das mais variadas receitas culinárias, o pequi talvez seja o fruto mais conhecido do Cerrado. Dono de um sabor peculiar, além de versátil, tem muito a oferecer em termos de nutrientes. “É rico em vitamina C, vitamina A, vitamina E, licopeno (que traz benefícios para próstata e coração) e sais minerais como fósforo, potássio, magnésio”, explica Vanessa.

E a boa ação do alimento para a saúde não para por aí. “Pesquisas comprovam que a casca e a semente são as que apresentaram maior concentração de substâncias com propriedades antioxidantes – aquelas que previnem e combatem doenças, além de manter a saúde e elasticidade da pele”, complementa a nutricionista Priscila Di Ciero. Depois de cozido, o pequi perde até 30% dos seus nutrientes, mas consumi-lo puro pode ser arriscado. É que o miolo da polpa é cheio de espinhos e, para evitar acidentes, é preciso ter o cuidado de comer o fruto até que seja visível a parte branca da polpa e depois parar. A boa notícia é que um pequi geneticamente modificado, sem espinhos, está sendo desenvolvido pela Embrapa Cerrados.

Castanhas poderosas

Do baru, é possível aproveitar desde a polpa até o óleo que, segundo estudos da Embrapa Cerrados, é parecido com o de oliva, pode ser usado como antirreumático e atua na regulação da menstruação. Seu maior valor nutricional, no entanto, vem das castanhas. “Quando trituradas, fornecem boas doses de ferro (combate anemia), zinco (fundamental para o bom funcionamento do sistema imunológico e para a produção de hormônios), magnésio (auxilia na prevenção de artrite e hipertensão) e cálcio (fortalece os ossos, evitando osteoporose)”, explica Priscila. Consumir castanhas de baru é especialmente benéfico para crianças e adolescentes e, como fornecem boa quantidade de potássio, ajudam no controle da pressão arterial. De acordo com pesquisadores, o valor proteico do alimento ainda é superior ao de leguminosas como ervilha, feijão comum e grão-de-bico e da castanha de caju.

Azedinho saudável

Com sabor que lembra damasco, os coquinhos de buriti são ricos em betacaroteno, substância que se converte em vitamina A no organismo e, assim, protege os olhos, previne doenças de pele e fortalece os ossos. “Podem ser consumidos na forma de sucos e geleias, mas, como têm sabor levemente agridoce, também caem muito bem em receitas salgadas”, recomenda Priscila. Segundo pesquisas da Embrapa Cerrados, o óleo extraído da polpa pode absorver os raios solares prejudiciais à pele. No entanto, é recomendado o uso em conjunto com um protetor solar.

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Consultoria: Priscila Di Ciero e Vanessa Franzen Leite, nutricionistas