ESTILO DE VIDA

O cérebro de um superatleta é diferente dos demais?

As performances de superatletas deixam qualquer um de queixo caído. No entanto, o cérebro desses esportistas possui alguma diferença?

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FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 10/01/2017 às 09:11
Atualizado às 16:52

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A enormidade de eventos esportivos e todo o apelo emocional que possuem – uma vez que, para muitos, trata-se de uma paixão – fazem dos esportistas indivíduos valorizados e estudados, alvos constantes de análises. Afinal, o que faz de nomes como Michael Jordan, LeBron James, Lionel Messi e Marta verdadeiros fenômenos, atletas de destaque? O cérebro deles funciona de forma diferente? Os cientistas estão, cada vez mais, procurando respostas para essas perguntas.

homem atleta correndo cerebro

FOTO: Shutterstock.com

Cérebro diferenciado?

Será que eles possuem um cérebro diferente ou uma estrutura particular que explica tamanha discrepância dos demais seres humanos e até dos próprios colegas de profissão que não possuem o mesmo desempenho? De acordo com Wallace Lima, físico e professor especialista em saúde quântica, essa questão de lugar específico da genialidade “caiu por terra” desde a década de 1960, quando analisaram o cérebro de Albert Einstein.

Naquela época, acreditava-se que havia uma área responsável pelo seu raciocínio privilegiado. “No entanto, hoje está claro que o cérebro é um grande conjunto articulado e a genialidade acontece por sua função global”, ressalta o profissional.

Apesar de não existir esse local singular, é fato que os esportistas de ponta possuem habilidades que os diferenciam: raciocínio distinto, maior coordenação motora e uma memória acima da média.

“Pesquisas mostram que jogadores de futebol têm ótima memória, principalmente visual. Suas mentes armazenam uma série de jogadas que geram decisões rápidas em meio a situações complexas e cheias de variáveis. Alguns dados indicam, inclusive, que a memória deles é duas vezes maior do que a do ser humano comum. A região do hipocampo também é bastante desenvolvida, mesmo caso do córtex frontal, espécie de diretor de planejamento associado à criatividade”, explica Wallace.

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Texto e entrevista: Érika Alfaro – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultoria: Wallace Lima, físico e professor especialista em saúde quântica