Como o cérebro age nas nossas emoções

Entenda como o cérebro, órgão que controla todas as nossas atitudes, age no momento em que sentimos as mais variadas emoções.

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FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 25/08/2016 às 19:00
Atualizado às 11:31

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O cérebro é verdadeiro o quartel-general do nosso corpo, responsável por comandar tantas e tão complexas atividades que nos permitem, basicamente, existir como pessoas. Assim, falando de emoções, não seria diferente: o cérebro exerce papel fundamental sobre elas.

Como o cérebro age nas nossas emoções

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Cérebro e emoções

As principais funções do órgão nesses processos são aquelas vinculadas ao sistema límbico – dado que é dele a responsabilidade pelo controle e expressão emocional.

“Quando o sistema límbico recebe estímulos sensitivos (audição, paladar, olfato e tato), ele envia essas informações para o tálamo e hipotálamo, que elaboram respostas por meio do sistema endócrino e do nervoso autônomo. Sistema límbico é o nome dado às estruturas cerebrais que coordenam o comportamento emocional”, explica Jô Furlan, pesquisador em neurociência do comportamento e primeiro treinador comportamental do Brasil.

Nosso cérebro vive em um estado de desequilíbrio dinâmico e é conduzido tanto por impulsos excitatórios quanto pelos inibitórios. Essa instabilidade acaba sofrendo alterações e reflete no estado de consciência, na qualidade das emoções, no humor e no pensamento expressado.

Assim, segundo o pesquisador, “as informações do ambiente e do restante do corpo são constantemente ‘experimentadas’ em busca de conteúdo emocional. O principal ‘sensor’ é a amígdala – muito sensível à ameaça e à perda. Ela capta diretamente as reações dos órgãos dos sentidos pelos córtices sensoriais e se conecta ao córtex e ao hipotálamo, criando um circuito”, destaca. Dessa forma, complementa Jô, “quando a amígdala é ativada, envia sinais para esses sistemas, que deflagram mudanças corporais na medida em que passa pelo hipotálamo e criam um reconhecimento consciente de emoção ao percorrer em um lobo frontal. E esses lobos frontais empenham-se em tornar as emoções conscientes e mediar sua intensidade”.

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Texto: Laís Cordão/Colaboradora – Edição: Victor Santos

Consultorias: Marina Barbi, psicóloga da Clinica Sintropia; Karina A.B.P.L. Calderoni, psiquiatra e sócia fundadora da Clínica Sintropia; Jô Furlan, pesquisador em neurociência do comportamento e primeiro treinador comportamental do Brasil; Tiago Eugênio, professor de pós-graduação em neuroeducação e neurociência da rede Capacitar.