ESTILO DE VIDA

Cérebro adolescente: como surge o desejo sexual

A fase da adolescência é repleta de mudanças pelo corpo e pela mente. Quando o assunto é sexualidade, não é diferente!

None
Foto: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 02/12/2016 às 09:49
Atualizado às 15:30

COMPARTILHEShare to WhatsappShare to FacebookShare to LinkedinShare to TwitterShare to Pinteres

A adolescência é a fase em que as percepções e intensidades da atração sexual começam a ser definidas. E isso, por mais fantasioso que seja a questão do amor adolescente, tem a ver com as mudanças pelas quais o corpo do jovem está passando – a famosa puberdade.

Paixão adolescente

Uma das principais alterações que ocorre no cérebro, (e leva os adolescentes quase à loucura com os hormônios à flor da pele), é a ativação do sistema límbico, ou de recompensa. Esse mecanismo nada mais é do que uma região cerebral com estruturas responsáveis por proporcionar a sensação de prazer, nesse caso, por um novo meio – o sexo. Por isso, o jovem tem cada vez mais vontade de ativar esse sistema para sentir o bem-estar, levando-o a novas descobertas e a procurar o parceiro.

adolescente

Foto: iStock.com/Getty Images

Cérebro a todo vapor

Porém, em meio a todas essas mudanças, o cérebro busca um equilíbrio pela área do córtex pré-frontal. “É uma estrutura que atua como autorregulador do processo emocional e de recompensa, e regulando todas as reações provocadas pelo sistema emocional”, indica a professora de neurociência Marta Relvas. Sim, o adolescente tem uma maior facilidade de se apaixonar. Isso ocorre devido à tendência de, nessa fase, o organismo produzir fatores neurotróficos, ou seja, substâncias que possuem a função de promover uma conexão neural mais intensa. E, em consequência desse aumento nessas ligações, a produção de dopamina, o neurotransmissor da recompensa, também se intensifica. Por isso, Marta ainda aconselha orientar os familiares a “moldar essas reações neuroquímicas e fortalecer as conexões neurais do córtex pré-frontal de maneira que o jovem crie valores éticos, morais e consiga promover a percepção acertada das disposições e intenções de outros indivíduos pela cognição social ou “filtro” dos impulsos irracionais”.

LEIA TAMBÉM

Consultoria: Marta Relvas, professora de neurociência

Texto: Giovane Rocha/colaborador – Edição: Natália Negretti