Catarata causa sensação de névoa nos olhos, mas pode ser curada

A catarata é uma doença relacionada a idade, mas pode aparecer por causa da genética ou infecções intrauterinas, mas tem cura!

None
Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 24/11/2016 às 13:16
Atualizado às 12:40

COMPARTILHEShare to WhatsappShare to FacebookShare to LinkedinShare to TwitterShare to Pinteres

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a catarata afeta 46% da população com mais de 65 anos e é responsável por 48% dos casos de perda de visão no mundo. A cegueira pode ser evitada com o tratamento correto. “A catarata é a opacificação do cristalino, que é a lente dos nossos olhos”, define a oftalmologista Franciele Vegini. O cristalino é responsável por focar a visão para longe e para perto. Ele é transparente e permite que os raios de luz o atravessem para formar a imagem na retina. Se ele fica opaco, é sinal de problema.

idosa com as mãos no rosto

Foto: Shutterstock

Causas

A principal causa da catarata é o envelhecimento, segundo a especialista. Diabetes, trauma ocular, algumas medicações (como cortisona) e inflamações intraoculares também podem desencadear o problema. A catarata também pode ser congênita, ou seja, há crianças que já nascem com a doença, devido a problemas na gestação, por infecções intrauterinas (doenças como sífilis), ou à genética. Geralmente ela não é percebida logo após o nascimento. Por isso, deve-se fazer um exame ocular precoce. Não há formas comprovadas de prevenir a catarata relacionada à idade avançada, porém sabe-se que o tabagismo, a ingestão excessiva de álcool e o uso indiscriminado de medicamentos, como colírios, aceleram o aparecimento do problema.

Como saber?

A pessoa com catarata geralmente só percebe o problema quando começa a enxergar os objetos embaçados. “O problema pode causar embaçamento visual tanto para perto quanto para longe, interferindo nas atividades do dia a dia do paciente; torna a percepção das cores alteradas, com os objetos parecendo mais amarelados. A visão noturna muitas vezes é a mais prejudicada”, afirma a oftalmologista. O diagnóstico é feito pelo médico oftalmologista, que verificará lesões no cristalino. O profissional dilata a pupila do paciente e colocá-lo no aparelho que se chama “lâmpada de fenda”, no qual ele encaixa o queixo. Ao constatar-se o problema, a pessoa é encaminhada ao tratamento, que é cirúrgico. Portanto, assim que houver percepções de alterações visuais, é importante procurar um médico, pois a catarata pode evoluir e causar perda progressiva da visão.

Visão mais limpa

Após o diagnóstico ser feito, é possível tratar efetivamente a catarata. “O único tratamento disponível atualmente é a cirurgia. A técnica mais moderna é a chamada facoemulsificação, em que é feita uma incisão de cerca de 2mm no olho. A catarata é aspirada por meio de um ultrassom e uma lente é implantada dentro do olho”, explica a oftalmologista Franciele Vegini. A cirurgia é rápida e indolor e o curativo pode ser removido logo no dia seguinte da operação. O tratamento pós-operatório é feito com o uso de colírios e pomadas, e deve-se tomar alguns cuidados, como:

-Não esfregar os olhos,

-Não coçar,

-Não dormir sobre o olho operado nos primeiros dias

-Não realizar esforço físico.

Um ou dois olhos?

Essa doença pode afetar tanto um quanto os dois olhos, dependendo basicamente de sua causa. Quando a catarata está relacionada à idade, a alguma doença sistêmica ou ao uso de corticosteroides sistêmicos, normalmente é bilateral e assimétrica, isto é, pode estar mais avançada em um dos olhos. Poderá ser unilateral se for secundária a doença ocular, ou ao trauma do olho acometido. No caso de o paciente precisar fazer a cirurgia para tratar a catarata, o intervalo de tempo entre o procedimento do primeiro para o segundo olho varia de acordo com cada profissional. Entretanto, existe, de um modo geral, um consenso de se evitar a realização da cirurgia de catarata bilateral simultânea.

LEIA TAMBÉM

Consultoria: Franciele Vegini, oftalmologista

Texto: Redação Alto Astral